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Monólogo |
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Celso Mesquita |
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| Não devo ser amargo. | ||
| Como serei um pajem no carnaval. | ||
| Quando ruínas estreladas nos aquietam? | ||
| Serei um fauno | ||
| Num quarto de hotel. | ||
| Fantasmas jamais eu vi | ||
| A não ser os que soube pronunciar. | ||
| Que fantasmas serão? | ||
| Na madrugada, um passeio | ||
| Com o sangue a escorrer, irresponsável, | ||
| As épocas são reais como a mudez, | ||
| Um facho de luz quebra o estranho | ||
| Sob o peito. | ||
| Não devo ser amargo | ||
| Em tua ausência de olhos escuros. | ||
| O rio que passou é o mesmo, | ||
| Os profetas são os mesmos. |
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Arte e editoração de Cláudia Cordeiro Reis
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Plataforma para a Poesia Sítio Virtual Pernambucano da Poesia Contemporânea em Língua Portuguesa www.plataformaparaapoesia.nom.br
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