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Tempo Calendário
Nas asas da arribação Voa ligeiro janeiro O pai de toda manhã
Fevereiro sem contexto Morto Deus absorto E bissexto.
Março vestido de arlequim Ama e esquece ser marte Tocando bandolim.
Sinta o gosto sutil da fruta inda verde Nas mulheres de abril.
O campo é um ensaio De flores e cores Seduzindo maio.
Vem junho e diz É tempo de espigas De seiva e raiz.
Julho é romã Flor da flor Vermelha manhã
Na tristeza do sol posto Cumpre o cumprimento Boa noite agosto.
No candelabro acendo As velas rubras De setembro.
Descubro O escuro do ouro De outubro.
Eu me lembro O vento azul zunindo Trazia novembro.
Dezembro são cajus Mansas dunas brancas Ouro sobre azuis.
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Poema inserido no livro: Informação da Literatura Potiguar, de Tarcísio Gurgel. Natal(RN): Argos, 2001, p. 226.
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Arte e editoração de Cláudia Cordeiro Reis
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Plataforma para a Poesia Sítio Virtual Pernambucano da Poesia Contemporânea em Língua Portuguesa www.plataformaparaapoesia.nom.br
Leia Poesia! Tudo vale a pena se a poesia nos envenena!
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