Manuel Bandeira

                               120 anos

                        *19 de abril de 1886  a 13 de outubro de 1968

 

Eu quero a estrela da manhã
Onde está a estrela da manhã?
Meus amigos meus inimigos
Procurem a estrela da manhã 

Ela desapareceu ia nua
Desapareceu com quem?
Procurem por toda a parte 

Digam que sou um homem sem orgulho
Um homem que aceita tudo
Que me importa?
Eu quero a estrela da manhã 

Três dias e três noite
Fui assassino e suicida
Ladrão, pulha, falsário 

Virgem mal-sexuada
Atribuladora dos aflitos
Girafa de duas cabeças
Pecai por todos pecai com todos 

Pecai com os malandros
Pecai com os sargentos
Pecai com os fuzileiros navais
Pecai de todas as maneiras
Com os gregos e com os troianos
Com o padre e com o sacristão
Com o leproso de Pouso Alto
Depois comigo 

Te esperarei com mafuás novenas cavalhadas 

       [comerei terra e direi coisas de uma ternura tão simples
Que tu desfalecerás 

Procurem por toda a parte
Pura ou degradada até a última baixeza
Eu quero a estrela da manhã. 


 

 
  Arte e editoração de Cláudia Cordeiro   
      Voz: Edson Nery da Fonseca interpreta Manuel Bandeira, no CD - Mais informações, acesse o site do Instituto Maximiano Campos. Clique neste ícone  
 

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Bandeira no site espanhol La Insignia. Artigo de Urariano Mota: Cento e vinte anos de Bandeira

Pequena antologia na nossa Plataforma, editada por Silvana Guimarães.

Bandeira está também no nosso Pernambuco Terra da Poesia, já em segunda edição. Clique na capa e acesse a livraria virtual.

Testamento de Pasárgada, de Ivan Junqueira, já está na segunda edição. É uma antologia da obra poética de Manuel Bandeira, organizada e comentada, que se destaca por fugir ao modelo cronológico tradicional das antologias ao reunir em capítulos temáticos os mais representativos poemas do autor, ressaltando as principais características de sua obra. Clique na capa para ter acesso à livraria virtual.

Plataforma para a Poesia

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