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Eu, Joanna |
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Ana Peluso
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As palavras não surgem, Não brindam, Não rugem. Prostram-se Caladas, Nas bocas Fechadas. Espaços mudos Do nosso ser. Reluto Armada, Dos pés à cabeça, E de Joanna roubo A echarpe de ferro E o cinto do clero Que ela não queimou. Avanço o limite Do chão. Pedregulho Que Afrodite Pisou. Encanto-te a alma, E guardo na calma Tuas chaves De rei. E na fogueira Da cama Saio ilesa. Você, poder deposto, Me acaricia o rosto, E solta-me as mãos. |
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Arte e editoração de Cláudia Cordeiro Reis |
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| Foto de Marcus Prado | ||
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