

Doente,
Aquela que
amas está doente,
Mergulhada num
sono letárgico,
Fechada numa
caverna escura
Selada por uma
pedra bruta;
Se estivesses
ao meu lado
Não teriam
atado minhas mãos e pés
Com lençóis
mortuários,
Nem teriam
coberto meu rosto
Com um véu
triste.
Tenho horror a
esta atmosfera lúgubre,
Onde
morcegos
Esvoaçam como
anjos negros,
Causa-me
repugnância
O cheiro de
sepulcro e musgo,
Vem,
Quero
viver,
És meu
amigo,
Liberta-me
Que sou uma
múmia
Cheia de
sonhos.
Choras por
mim?
Ah! Como me
amas!
Sabia que
virias,
Que não me
abandonarias aos vermes,
Arranca estas
faixas,
Deixa que eu
caminhe
Por trilhas
abertas
Onde
cintilas
Como um
sol.
