
De um
toque
de peles ou pétalas
que se sentiram,
no mormaço das
pistas
ou calafrio dos pastos;
de um olhar
a brilhar entre
estalos
de vidros sob o leite
de luzes florescentes;
de uma
sombra de amada
sobre a sombra da gente,
sempre sobra um
resto
de amor não consentido
e já de endereço
incerto e não
sabido.

O que não
é
noticiado não existe,
mas fenece
ali, onde o sol
é a
única coisa que acontece.

Quando
escrever
é um sinal,
dos mais sérios,
de que alguma coisa vai
mal,
e esta modorra
de esperar por nada
é a única
alegria
visível,
sob a ágata lúgubre
de um céu em revoada,
fale
sempre na primeira pessoa,
a mais perto de ti.

O tempo, o
tempo
está chuviscando
suas trevas,
mas nossa morte é tão
pouca
que não muda
o azul da terra;
esse medo e essa
vontade
de se acabar
é velha como a noite
que se
repete,
ou a brisa que falta
nas vilas chamejantes,
no
entanto, com isso
é outra história,
não preciso
contá-la.