| Casa Vazia |
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| Poema nenhum, nunca mais | ||
| será um acontecimento: | ||
| escrevemos cada vez mais | ||
| para um mundo cada vez menos, | ||
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| para esse público dos ermos, | ||
| composto apenas de nós mesmos, | ||
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| uns joões batistas a pregar | ||
| para as dobras de suas túnicas, | ||
| seu deserto particular; | ||
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| ou cães latindo, noite e dia, | ||
| dentro de uma casa vazia. | ||
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Do livro Meditação sob os Lajedos. |
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| Natal/Recife: EDUFRN/Bagaço, 2002. | ||
| Reeditado no livro Dois Caminhos e uma | ||
| Oração. São Paulo: A Girafa, 2003. |
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Arte, editoração e voz de Cláudia Cordeiro Reis |
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| Imagem: a partir de foto Marcus Prado (clique no nome | ||
| para ter acesso à foto original e ao e-mail do fotógrafo) | ||
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Plataforma para a Poesia Sítio Virtual Pernambucano da Poesia Contemporânea em Língua Portuguesa www.plataformaparaapoesia.nom.br
Leia Poesia! Tudo vale a pena se a poesia nos envenena!
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