Homenagem de Silvana Guimarães, ao 61º aniversário de Alberto da Cunha Melo. 08.ABRIL.2003.

 

 

 

 

 

 

 

 


 
Clau não é uma árvore,
não tem ramos
torturados pelos ventos,
nem folhas que já nascem
em seu precipício;
Clau não tem heras
ou limos que possam
torná-la antiga:
é começo dela
e das coisas
que jamais
cansam de começar.
 
 
 

 
Toda vez que subo
nessas minhas
altitudes máximas
(além do nível do bar)
e mergulho de cabeça,
tripa e tudo
nessas minhas
profundidades (também) máximas
(além do nível do lar),
o rosto de Clau
está lá em cima
e lá em baixo
me deslumbrando, sozinho!
— Quem é Clau?
(pergunta um burríssimo
PHD em Estética)
e ninguém pode salvar
seus pobres alunos.
 
 
 

 
Quero dezembros,
sou louco por dezembros,
e por uma mulher
chamada Cláudia,
filha de Oxum,
a de cabelos montanhosos,
de longa paciência
para suportar
minha vontade de morrer;
quero dezembros de verdade,
fins de dezembros,
com as pessoas correndo
atrás
de suas almas perdidas.
 
 

no livro Clau.

 

Edição de Silvana Guimarães, com trilha sonora
de Tom Jobim & Vinicius de Moraes  — Eu Não
Existo Sem Você — e imagem de Alberto da
Cunha Melo, que ilustra o livro,

www.plataforma.parapoesia.nom.br

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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