![]() Clau não é uma árvore,
não tem ramos torturados pelos ventos, nem folhas que já nascem em seu precipício; Clau não tem heras ou limos que possam torná-la antiga: é começo dela e das coisas que jamais cansam de começar. ![]() Toda vez que subo
nessas minhas altitudes máximas (além do nível do bar) e mergulho de cabeça, tripa e tudo nessas minhas profundidades (também) máximas (além do nível do lar), o rosto de Clau está lá em cima e lá em baixo me deslumbrando, sozinho! — Quem é Clau? (pergunta um burríssimo PHD em Estética) e ninguém pode salvar seus pobres alunos. ![]() Quero dezembros,
sou louco por dezembros, e por uma mulher chamada Cláudia, filha de Oxum, a de cabelos montanhosos, de longa paciência para suportar minha vontade de morrer; quero dezembros de verdade, fins de dezembros, com as pessoas correndo atrás de suas almas perdidas.
no livro Clau.
Edição de Silvana Guimarães, com trilha
sonora
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