Caso não visualize adequadamente este e-mail, clique aqui!
 
 
 Alberto da Cunha Melo
 
 
É uma cadela de três meses
que pesa menos de dois quilos,
tem a cor cinza dos acasos
e alma elétrica dos esquilos;
 
sua alegria é a da torneira
a vazar água a vida inteira,
 
do amor liberto, transbordando
da amostra-grátis de seu corpo,
sem nunca saber até quando,
 
da lição cósmica a emanar
do perdão úmido no olhar.
 
 
De Alberto:

"Entrei na revoada dos poetas por uma espécie de determinismo cultural. Meu pai, Benedito Cunha Melo, era algo como um decano dos poetas de Jaboatão-PE. Corriam para ele os candidatos a poeta, com seus sonetos imberbes. Ouvia, sem querer e, às vezes, querendo, o velho a ler para os amigos a obra de Cruz e Souza, sua maior admiração brasileira. Ouvia-o declamando sem platéia, em voz alta, o 'Navio Negreiro' de Castro Alves. Depois, no colégio, lá estava eu enturmado com colegas que gostavam de literatura. Fui, de certa forma, amamentado pela poesia, sugando esse leite envenenado pela angústia do infinito." Alberto da Cunha Melo

 

 

           

      Foto, Arte e Editoração: Cláudia Cordeiro

 Divulgando a arte poética 

O PLATAFORMA LHE DESEJA UMA ÓTIMA SEMANA!

 

Tudo vale a pena, se a poesia nos envenena!

voltar