Soneto de Alegria

 

              Anderson Braga Horta

 

                  Para você, Célia


Para pintar o nosso amor, amiga,
prescindirei do instrumental moderno.
Que um quadro assim, de um tema assim, eterno,
fica melhor numa moldura antiga.
 
Vamos cantando juntos a cantiga
dos pássaros no céu. Que importa o inverno?
Fica tão longe... e é primavera.  Terno
é o aconchego do lar que nos abriga.
 
O amor é para nós um sol queimando,
um sol benigno, que, se cresta espinhos,
vai no teu ventre um fruto sazonando.
 
Existe o inverno?... É primavera! E vamos
inventando ternura nos caminhos
e colhendo a alegria que há nos ramos.

 

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