após todos os fins nasço: nos escombros do muro, das torres, do mundo. Eu, rascunho permanente, de um já escrito epitáfio.
carrego n'alma um domingo com a filha que terei a velhice na cama dividida o horizonte concluído da janela mas um escorpião tem medo de fogo em meu sangue dança e derruba sua peçonha de 4 patas que me põe de pé quando sou homem e eu sou mais veneno que paisagem
onde o desespero escava um nó exato. Uma verdadeira solidão não seu relato, o vazio mais intacto. Descobrir um caminho e apagar os rastros
Do livro inédito Antimercadoria.