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a
arte do desencontro
- a partir de um fragmento amor,
estrada tão estreita e ambígua, onde
a face de um deus sonhou
vazios nas
espáduas das névoas. Cada fio se
feria nos pés da espera exígua, pendurada
distância além dos prazos. O
destino escrevendo sem rascunho, brincadeiras
do branco em cada punho, a
impossível abolição do acaso. A
paisagem na possessão dos passos, tabuleiro
de espelhos em que o tempo era
a rosa dos rumos ou seus traços, um
projeto de azul, do céu isento. Labirinto
de asas tão esquerdas, pois
a vida é procriação de perdas
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