DESESPERANÇA

 

 

                                                                                       Ó bela forma humana
que ao amor me convida
e faz baixar o Sol
com sua luz tão fina,

me arma sonhos na noite,
nos dias de vigília,
mostra-me seu Inferno
e a tormentosa Ilha.

Jardins em primavera
eterna, estão ardendo,
queimando eterno as almas
em brasas, fogo e gelo.

Mas o castigo duro
lá no Reino das chamas
não é fogo nem gelo
— é a desesperança.


Ali não há saída,
ali só há morada:
quem ao inferno chega

não mais volta nem passa!
 
Do livro Tempo e Vida na Terra. Rio de Janeiro: Imago, 1998.

 

Arte e editoração  de Cláudia Cordeiro Reis

Fundo musical: Chopin

 

 

 

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