Vem até meus braços Noite amada, vem!

Pois agora te quero inteira Entre nós

E laços

 

Teus escuros corredores são minhas veias 

Tuas estrelas cintilam por todos os poros 

Teus segredos cegam-me os olhos

Tua dor...

E ainda assim imploro-te

Outra dose de negror!

 

Vem, noite facínora,

Ocupar os recônditos da minha alma

Fazer faxina em meus traumas e obsessões

Corta meu corpo com a lâmina da lua

Deita teus finos e infinitos cabelos em meu colo 

Para que eu possa embalar-te na rede do meu ser

 

Vem matar a sede e a saudade 

Pois está ficando tarde

E já vou amanhecer

 (No livro: escreva sua história. Rio de Janeiro: Five Star, 2004, p. 40)

Arte e editoração 

Cláudia Cordeiro

 

 

www.plataforma.paraapoesia.nom.br

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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