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STOP
- parou a vida
Para Carlos
Drummod de Andrade
Choro copiosamente por um
homem
mas
sei que é um choro cego, surdo e mudo,
e
com os olhos secos.
Portanto,
é um gesto camuflado:
nunca
poderá ser visto,
como
nunca se vê nada
por
dentro de um homem.
Todas
as palavras
que
possa dizer para ele
ou sobre ele
serão engolidas pela morte.
Não manifesto qualquer reação,
porque, semelhante a este
homem,
mas
de esquife infinitamente menor,
estou
estático, como um carro velho,
e
sou igualmente inútil
perante
a vida.
Brasília/DF
/87.
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