LAMENTO PELA PAZ!


Delasnieve Daspet


Guerra é Guerra.
Não importa a sua violência,
ou a sua virulência...
Não existe desculpa para o descalabro...
As nossas guerras de todos os dias,
As nossas picuinhas,
As nossas maldades internas,
Nascem do rancor,
da mágoa, do recalque que é o homem...


É o homem quem mata!
Suas bombas cruzam o anil dos céus,
Toldam de cinza as tardes do mediterrâneo,
Pontes, casas, castelos, 
crianças esparramadas pelos chãos,
quais bonecos jogados, esquecidos,
sonhos destruidos...
Elos que se quebram,
e que não serão recompostos!

Não interessa quem esteja certo, 
quem esteja errado...
Nossa consciência nos cobra: 
Não se cale!
Não permita que o amordacem,
que lhes toldem o sol,
que lhes matem o ar,
que lhes escureçam a lua!
Poeta, não permita
que o privem da liberdade!

E, é pelo Homem, o meu lamento!
Que o farfalhar das folhas leve meu soluço,
E abrace a imensidão azul de nossos sonhos
De Paz que ouso cantar,
Neste canto de recriação
que entrego ao vento!

Recriar... Reciclar... Novos horizontes...
Assumir decisões a cada dia, a cada instante,
Pois não existem estradas fáceis,
Mas a que esta adiante,
Construindo um caminhar...

É pelo homem, este solitário animal,
O meu lamento de Paz!


Campo Grande-MS - 05-08-2006.

Arte e editoração de Cláudia Cordeiro

Foto de Marcus Prado


Leia Poesia
Tudo vale a pena se a poesia nos envenena!

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

 

 

                                  

 

                                 

 

 
 
 
 

 
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