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"Eu estava dormindo e me
acordaram/E me enontrei, assim, num mundo estranho e
louco./E quando eu começava a compreendê-lo/
Um pouco,/Já eram horas de dormir de novo!" MARIO
QUINTANA. Poema "O morto", no livro Mario
Quintana, Antologia Poética, 1906-1994, Porto
Alegre: L&PM, 2001. .
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"Não te irrites, por mais que te fizerem.../Estuda, a
frio, o coração alheio./Farás, assim, do mal que
eles te querem,/Teu mais amável e sutil recreio."
MARIO QUINTANA. Poema "Da observação", no livro
Mario Quintana, Antologia Poética, 1906-1994,
Porto Alegre: L&PM, 2001.
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"Eu, agora - que desfecho!/Já nem penso mais em
ti.../Mas será que nunca deixo/De lembrar que te
esqueci?" MARIO QUINTANA. Poema "Do amoroso
esquecimento", no livro Mario Quintana, Antologia
Poética, 1906-1994, Porto Alegre: L&PM, 2001.
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"Não te abras com teu amigo/Que ele um outro amigo
tem,/E o amigo de teu amigo/Possui amigos também..."
MARIO QUINTANA. Poema "Da discrição", no livro
Mario Quintana, Antologia Poética, 1906-1994,
Porto Alegre: L&PM, 2001.
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"Fere de leve a frase... E esquece... Nada/Convém
que se repita.../Só em lingua amorosa agrada/A mesma
coisa cem mil vezes dita." MARIO QUINTANA. Poema "Do
estilo", no livro Mario Quintana, Antologia
Poética, 1906-1994, Porto Alegre: L&PM, 2001.
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"Quantas
vezes a gente, em busca da ventura,/Procede tal e qual o
avozinho infeliz:/Em vão, por toda parte, os óculos
procura,/Tendo-os na ponto do nariz!" MARIO QUINTANA. Poema
"Da felicidade", no livro Mario Quintana, Antologia
Poética, 1906-1994, Porto Alegre: L&PM, 2001.
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"Não desças os degraus do
sonho/ Para não despertar os monstros./ Não subas aos sótãos
- onde/ Os deuses, por trás das suas máscaras, / Ocultam o
próprio enigma./ Não desças, não subas, fica./ O mistério
está é na tua vida!/ E é um sonho louco este nosso mundo..."
MARIO QUINTANA. Poema "Os degraus", no livro Mario
Quintana, Antologia Poética, 1906-1994, Porto Alegre:
L&PM, 2001.
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".../Os poemas são pássaros que chegam/não se sabe de
onde e pousam/ no livro que lês." Do poema "Os poemas", no
livro Mario Quintana, Antologia Poética, 1906-1994,
Porto Alegre: L&PM, 2001.
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"Todos os
poemas são um mesmo poema,/ Todos os porres são o mesmo
porre,/ Não é de uma vez que se morre.../ Todas as horas são
horas extremas!" MARIO QUINTANA. Do "Pequeno poema
didático", no livro Mario Quintana, Antologia
Poética, 1906-1994, Porto Alegre: L&PM, 2001.
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