Três Poemas de
Uma coisa branca. Eis o meu desejo. Dante Milano
Branca é a página onde escrevo com ódio, amor, desespero, branco, o papel onde as letras põem o luto que há no texto.
Branca é a chama que não queima, mas que o espírito incendeia, fustigando-lhe as certezas com fáusticas labaredas.
Branca, a fronte que se alteia e após se inclina ante o peso de uma vida cujo espelho reflete a imagem do medo.
Branco, o espaço onde latejam, o sol, a lua, as estrelas; branco até mesmo o conceito de que cega é a luz do preto.
Branco, afinal, o arremedo dos lábios que não se beijam e sobre os quais jaz o selo de um asco sem endereço.
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Capa: Record
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