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POEMA A MEU PAI |
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Meu pai morreu longe de mim (eu é que estava longe dele). Tantos anos se passaram E ainda não lhe vi a sepultura. Continuo longe. Mas sua presença me sacode como um choque elétrico, uma bebida forte que me arde por dentro. Está vivo nos meus dedos, nos cabelos ralos — a nuca dá arrepios de se ver. Está cada vez mais perto de mim (eu é que estou mais perto dele). |
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Ivo Barroso |
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Arte e editoração de Cláudia Cordeiro Reis |
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| Imagem: a partir de foto Marcus Prado (clique no nome | ||
| para ter acesso à foto original). | ||
| Música: La Reveuse, Marin Marais | ||
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Plataforma para a Poesia Sítio Virtual Pernambucano da Poesia Contemporânea em Língua Portuguesa www.plataformaparaapoesia.nom.br
Leia Poesia Tudo vale a pena se a poesia nos envenena!
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