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80 anos de Osman Lins 100 de Pablo Neruda 215 anos do Iluminismo
 

Affonso Romano de Sant'Anna (06.11.2004 - O Globo), Álvaro Alves de Faria (inédito); Bráulio Tavares (Jornal da Paraíba, 23.12.04  ) Caio Porfírio Carneiro (22.11.04), Carol Almeida (Jornal do Commercio - 24.10.04), Cláudia Cordeiro Reis (revista Continente Multicultural - nas bancas em jan.2005), Deonísio da Silva (12.10.04 - Jornal do Brasil //  21.12.04 - Observatório de Imprensa), Ipojuca Pontes (08.10.04 - Gazeta Mercantil); Martinho Moreira Franco   (14.11.04 - O Norte, João Pessoa), Ruy Fabiano (09.10.04 -Estadão), Sérgio de Castro Pinto (Blocos Online), Walter Fontoura (09.10.04 - Folha de São Paulo), Wilson Martins (22.11.04 - Gazeta do Povo// O Globo)

2005 — Luiz Augusto Crispim - (07.01.05 -Correio da Paraíba)

Fortuna Crítica - Cronologia

2004

08.outubro

  © Gazeta Mercantil, caderno Fim de Semana,  p 3

O fracasso de uma geração - Meio século de política, sexo e rock and roll, por Ipojuca Pontes 

"O Silêncio do delator", entretanto, ao contrário do que se possa imaginar, não cultiva o receituário das técnicas artificiais ou os preceitos das metodologias desconstrucionistas, tão ao gosto dos mentores dos cursos universitários de letras. No corpo a corpo que trava para fazer emergir sua obra, o autor, senhor de uma escrita ágil e vibrante, parece acreditar que a ficção romanesca é também o espaço do poético que não prescinde do inteligível - na definição clássica de Stendhal, "um espelho que passeia pela estrada do real". Nela prevalece até mesmo, nas suas múltiplas instâncias, como principio lapidar, o reconhecimento do recuo decantatório dos acontecimentos e situações, fundamental para estabelecimento da boa criação literária.

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09.outubro

  ©  Folha de S. Paulo - Ilustrada -  p 4

Obra lembra século 20 por meio de morto falante - O Silêncio do Delator, por Walter Fontoura

Nenhum personagem da vida real está retratado no livro, em ação, exceto talvez Pedro Paulo de Sena Madureira, o poeta e editor, cujo poema "Inventário", dedicado a José Nêumanne Pinto, vai publicado no fim do volume. "O silêncio do delator" é um livro escrito em Português legível, como era o de Rubem Braga, como é o de José Nêumanne.

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09.outubro

  ©  O Estado de São Paulo - Caderno 2 - p D7 

O testamento de uma geração, por Ruy Fabiano

A Geração de 60 buscou Deus onde Ele não estava. E concluiu que o sonho, que nem sequer chegou a ter certeza de haver sonhado, havia acabado. É desse sonho hipotético, que se transmuta em desalento e ceticismo, onde ex-hippies e ex-marxistas acabam funcionários públicos ou operadores do mercado financeiro, que o livro trata.

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12.outubro

  © Jornal do Brasil - Opinião - p A 11

Romance com Trilha Sonora,  por Deonísio da Silva

Em perfeita homologia com o Brasil contemporâneo, o romance de Nêumanne deu prosa fascinante ao constatado pela síntese poética de Pedro Paulo de Sena Madureira em Vítimas da Luz: "Temos saudade?/ Não. Temos raiva./ Erramos tudo/ e confessamos./ Confundimos as trevas,/ somos pedras em guerra./ Todas as estradas nos desgarram,/os abismos nos reconduzem".

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24.outubro

  © Jornal do Commercio - Recife - Caderno C 

Um Brás Cubas  mais Malandro, por Carol Almeida 

O delator do título é um tipo de Brás Cubas  'amalandrado', com a licença do neologismo. João Miguel, o morto em questão, se divide em pensamentos durante o próprio evento do enterro e em textos que ele elabora como que em um transe de lembranças separadas metodologicamente. Os trechos escritos, por exemplo, sob o subtítulo de Atrás do muro dizem respeito a "tudo relativo à alcova, ainda que dela ausente". Quando a narração surge após os trechos chamados de A Paz no mundo, fala-se das memórias políticas, da turma que viveu o fim dos anos 60, já sob a égide da ditadura militar

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06.novembro

  © O Globo - Prosa e Verso 

Sugestões de Leitura, por Affonso Romano de Santanna

Lembram-se do filme “Invasões bárbaras”, de Denys Arcand, aliás mencionado no livro? É o que há de mais próximo para lhes passar a idéia do livro de Nêumanne que realizou, de modo original, aquilo que tantos tentaram — “o romance de minha geração”.

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14.novembro

  © O Norte, João Pessoa,

Zé vem aí!, Martinho Moreira Franco

Falta acertar a data, mas José Nêumanne Pinto virá a João Pessoa lançar o seu título mais recente, O Silêncio do Delator, editado pela Girafa, de São Paulo. O livro tem 541 páginas e figura no site de busca Glooge com um número ainda maior de registros. Periga figurar no Guinness Book como obra literária de autor paraibano mais citada na internet.

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s.d.

  © Blocos Online

O Silêncio do Delator: Livro de uma Geração, por Sérgio de Castro Pinto

Em suma, nesse livro convivem, harmoniosamente, o ensaio, a ficção e a poesia, embora os mais preconceituosos ainda hoje delimitem os gêneros literários em compartimentos estanques, quando a diluição deles não exclui, necessariamente, a literariedade de uma obra. Literariedade, aliás, que não falta ao “Silêncio do delator”, livro no qual Nêumanne se vale do seu temperamento eclético, ubíquo, para transitar, com extrema desenvoltura e brilhantismo, do cinema para a música ou desta para as artes plásticas e ainda para a literatura. E aqui convém lembrar que Nêumanne não é benevolente com a geração a que pertenceu: a dos tumultuados anos 60. Antes pelo contrário, pois ele a inventaria sem concessões de qualquer espécie, como o fez – claro que guardadas as devidíssimas proporções – Mário de Andrade quando registrou os 25 anos da Semana de Arte Moderna.

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s.d.

  Inédito

Um Vendaval Literário, por Caio Porfírio Carneiro

Quando se termina a leitura de um livro como este O Silêncio do Delator, de José Nêumane (A Girafa Editora, SP, 2004), pode se fazer muitas conjecturas. Pode-se emitir inúmeras opiniões elogiosas. E se pode apenas redigir uma síntese originalíssima: é um livro maravilhoso!

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22.novembro   © Gazeta do Povo, Caderno G, p 4
A Geração Perdida, por Wilson Martins

(...) José Nêumanne Pinto assume o seu lugar entre os mestres do romance contemporâneo, tanto mais que tudo resulta de rigorosa planificação. Percebe-se que "a voz do morto" é, na verdade, um desdobramento do autor, propondo os esclarecimentos necessários para poder acompanhá-lo, enquanto simultaneamente toma consciência do romance como obra de arte literária, história mental da segunda metade do século 20, em torno do personagem que "abandona a mulher (que conheceu na adolescência) com os filhos e a amante casada, para arriscar um segundo casamento com a primeira paixão da adolescência [...]. Sua primeira idéia era fazer uma abordagem joyciana do texto ... mas o resultado final ficou tão ruim, a história se perdia em tantos malabarismos que você resolveu desistir". 

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21.dezembro

  © Observatório de Imprensa 

Livros Necessários - Indicações para uma retrospectiva, por Deonísio da Silva

É O silêncio do delator, de José Nêumanne Pinto, editorialista e colunista da Casa. Se não se lê nem o colega de jornal, que podem esperar os outros? A imprensa ficou parecida com a universidade, onde os cubículos dos intelectuais, semelhando as mônadas de Leibniz, não têm comunicação umas com as outras? Intelectuais de prestígio, como Wilson Martins e Affonso Romano de Sant'Anna, estão entre os que destacaram esse livro.

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23.dezembro

  © Jornal da Paraíba

O Silêncio do Delator, por Bráulio Tavares

O romance de Nêumanne não ocorre num vácuo, pelo contrário, ocorre no turbilhão de catástrofes políticas que lembramos tão bem. Mas seu passado é tão estilizado e impessoal quanto certos futuros da ficção científica, como o de Godard em "Alphaville". É Campina Grande, mas poderia ser qualquer lugar.

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2005

janeiro

  © revista Continente Multicultural 

O Corpo do Silêncio Delator, por Cláudia Cordeiro Reis 

Nessa tarefa, José Nêumanne enveredou refratário a técnicas narrativas consagradas, imprimindo à obra uma coerência singular com a sua temática, uma rebelada inovação. Sobre esse aspecto, ressalta-se o ritmo imposto à narrativa. Deonísio da Silva, em matéria do Jornal do Brasil, refere-se coerentemente a um “Romance com Trilha Sonora”

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s.d.

  © Jornal o Escritor - UBE - SP

por Álvaro Alves de Faria 

Ao concluir seu romance “O Silêncio do Delator” (Editora Girafa) José Nêumanne foi “aconselhado” por um amigo a diminuir pelo menos duzentas páginas do texto, como se um livro fosse medido em seu valor pelo número de páginas que contém. Felizmente Nêumanne não atendeu. E o romance ficou com suas 540 páginas, como devia ser. E devia ser assim porque nesse volume coube apenas uma fotografia, mas o retrato de um tempo que soa como documento de época, assim como o fizeram vários tantos outros romances em épocas diferentes. O projeto de José Nêumanne foi iniciado em 1984, uma espécie de rascunho que não foi adiante há 20 anos por uma razão simples: todo o material a ser utilizado por ele ainda estava por vir. Nélida Pinõn costuma dizer que o romance é um ato de viver a fábula e a realidade.

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@ Correio da Paraíba 
2005 — Luiz Augusto Crispim - (07.01.05 -Correio da Paraíba)

Entrevista coletiva exclusiva para as Trilhas Literárias

Doze intelectuais brasileiros lêem O Silêncio do Delator e entrevistam José Nêumanne:

Alberto da Cunha Melo, Alcir Pécora, Anderson Braga Horta, Astier Basílio, Deonísio da Silva, Evandro Afonso Ferreira, Eduardo Martins, Gilberto Mendonça Teles,  Mário Hélio, Martim Vasques da Cunha,  Rinaldo de Fernandes e Urariano Mota

Poemas editados no Plataforma para a Poesia

 

www.plataforma.paraapoesia.nom.br

CD Plataforma para a Poesia - Poemas Indispensáveis - Apresentação de Deonísio da Silva © Todos os direitos reservados para o projeto Plataforma para a Poesia, pelos poetas Alberto da Cunha Melo, Astier Basílio, Domingos Alexandre, Eduardo Martins, Geraldino Brasil (espólio), Gilberto Mendonça Teles, Ivo Barroso, José Nêumanne, Marco Polo e pelo compositor e violonista Isaac Costa. Ouça algumas faixas. Clique aqui.

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