|
2004 |
|
|
|
|
08.outubro |
© Gazeta Mercantil,
caderno Fim de Semana, p 3 |
|
|
|
|
O fracasso de uma geração
- Meio século de política, sexo e rock and roll, por
Ipojuca Pontes |
|
|
|
|
"O Silêncio do delator", entretanto, ao contrário do que se possa imaginar, não cultiva o receituário das técnicas artificiais ou os preceitos das metodologias desconstrucionistas, tão ao gosto dos mentores dos cursos universitários de letras. No corpo a corpo que trava para fazer emergir sua obra, o autor, senhor de uma escrita ágil e vibrante, parece acreditar que a ficção romanesca é também o espaço do poético que não prescinde do inteligível - na definição clássica de Stendhal, "um espelho que passeia pela estrada do real". Nela prevalece até mesmo, nas suas múltiplas instâncias, como principio lapidar, o reconhecimento do recuo decantatório dos acontecimentos e situações, fundamental para estabelecimento da boa criação literária. |
|
Leia
mais... |
|
|
|
|
|
|
09.outubro |
© Folha
de S. Paulo - Ilustrada - p 4 |
|
|
|
|
Obra lembra século 20 por meio de
morto falante - O Silêncio do Delator, por Walter
Fontoura |
|
|
|
|
Nenhum personagem da vida real está
retratado no livro, em ação, exceto talvez Pedro Paulo de Sena
Madureira, o poeta e editor, cujo poema "Inventário",
dedicado a José Nêumanne Pinto, vai publicado no fim do
volume. "O silêncio do delator" é um livro escrito
em Português legível, como era o de Rubem Braga, como é o de
José Nêumanne. |
|
Leia
mais... |
|
|
|
|
|
|
09.outubro |
© O
Estado de São Paulo - Caderno 2 - p D7 |
|
|
|
|
O testamento de uma geração, por
Ruy Fabiano |
|
|
|
|
A Geração de 60 buscou Deus onde Ele não
estava. E concluiu que o sonho, que nem sequer chegou a ter
certeza de haver sonhado, havia acabado. É desse sonho hipotético,
que se transmuta em desalento e ceticismo, onde ex-hippies e
ex-marxistas acabam funcionários públicos ou operadores do
mercado financeiro, que o livro trata. |
|
Leia
mais... |
|
|
|
|
|
|
12.outubro |
© Jornal
do Brasil - Opinião - p A 11 |
|
|
|
|
Romance com Trilha Sonora, por
Deonísio da Silva |
|
|
|
|
Em perfeita homologia com o Brasil contemporâneo,
o romance de Nêumanne deu prosa fascinante ao constatado pela síntese
poética de Pedro Paulo de Sena Madureira em Vítimas da Luz:
"Temos saudade?/ Não. Temos raiva./ Erramos tudo/ e
confessamos./ Confundimos as trevas,/ somos pedras em guerra./
Todas as estradas nos desgarram,/os abismos nos
reconduzem". |
|
Leia
mais... |
|
|
|
|
|
|
24.outubro |
© Jornal
do Commercio - Recife - Caderno C |
|
|
|
|
Um Brás Cubas mais
Malandro, por
Carol Almeida |
|
|
|
|
O delator do título é um tipo de Brás
Cubas 'amalandrado', com a licença do neologismo. João
Miguel, o morto em questão, se divide em pensamentos durante o
próprio evento do enterro e em textos que ele elabora como que
em um transe de lembranças separadas metodologicamente. Os
trechos escritos, por exemplo, sob o subtítulo de Atrás do
muro dizem respeito a "tudo relativo à alcova, ainda que
dela ausente". Quando a narração surge após os trechos
chamados de A Paz no mundo, fala-se das memórias políticas, da
turma que viveu o fim dos anos 60, já sob a égide da ditadura
militar |
|
Leia
mais... |
|
|
|
|
|
|
06.novembro |
© O Globo -
Prosa e Verso |
|
|
|
|
Sugestões de Leitura, por
Affonso Romano de Santanna |
|
|
|
|
Lembram-se do filme “Invasões bárbaras”,
de Denys Arcand, aliás mencionado no livro? É o que há de
mais próximo para lhes passar a idéia do livro de Nêumanne
que realizou, de modo original, aquilo que tantos tentaram —
“o romance de minha geração”. |
|
Leia
mais... |
|
|
|
|
|
|
14.novembro |
© O
Norte, João Pessoa, |
|
|
|
|
Zé vem aí!, Martinho
Moreira Franco |
|
|
|
|
Falta acertar a data, mas José Nêumanne
Pinto virá a João Pessoa lançar o seu título mais recente, O
Silêncio do Delator, editado pela Girafa, de São Paulo. O
livro tem 541 páginas e figura no site de busca Glooge com um número
ainda maior de registros. Periga figurar no Guinness Book como
obra literária de autor paraibano mais citada na internet. |
|
Leia
mais... |
|
|
|
|
|
|
s.d. |
© Blocos Online |
|
|
|
|
O Silêncio do Delator: Livro de uma
Geração, por Sérgio de Castro Pinto |
|
|
|
|
Em suma, nesse livro convivem,
harmoniosamente, o ensaio, a ficção e a poesia, embora os mais
preconceituosos ainda hoje delimitem os gêneros literários em
compartimentos estanques, quando a diluição deles não exclui,
necessariamente, a literariedade de uma obra. Literariedade, aliás,
que não falta ao “Silêncio do delator”, livro no qual Nêumanne
se vale do seu temperamento eclético, ubíquo, para transitar,
com extrema desenvoltura e brilhantismo, do cinema para a música
ou desta para as artes plásticas e ainda para a literatura. E
aqui convém lembrar que Nêumanne não é benevolente com a
geração a que pertenceu: a dos tumultuados anos 60. Antes pelo
contrário, pois ele a inventaria sem concessões de qualquer
espécie, como o fez – claro que guardadas as devidíssimas
proporções – Mário de Andrade quando registrou os 25 anos
da Semana de Arte Moderna. |
|
Leia
mais... |
|
|
|
|
|
|
s.d. |
Inédito |
|
|
|
|
Um Vendaval Literário,
por Caio Porfírio Carneiro |
|
|
|
|
Quando se termina a leitura de um livro como este O Silêncio do Delator, de José Nêumane (A Girafa Editora, SP, 2004), pode se fazer muitas conjecturas. Pode-se emitir inúmeras opiniões elogiosas. E se pode apenas redigir uma síntese originalíssima: é um livro maravilhoso!
|
|
Leia
mais... |
|
|
|
|
|
|
22.novembro |
© Gazeta
do Povo, Caderno G, p 4 |
|
|
|
|
A Geração Perdida, por Wilson Martins |
|
|
|
|
(...) José Nêumanne Pinto assume o seu lugar entre os mestres
do romance contemporâneo, tanto mais que tudo resulta de
rigorosa planificação. Percebe-se que "a voz do
morto" é, na verdade, um desdobramento do autor, propondo
os esclarecimentos necessários para poder acompanhá-lo,
enquanto simultaneamente toma consciência do romance como obra
de arte literária, história mental da segunda metade do século
20, em torno do personagem que "abandona a mulher (que
conheceu na adolescência) com os filhos e a amante casada, para
arriscar um segundo casamento com a primeira paixão da adolescência
[...]. Sua primeira idéia era fazer uma abordagem joyciana do
texto ... mas o resultado final ficou tão ruim, a história se
perdia em tantos malabarismos que você resolveu desistir".
|
|
Leia
mais... |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
21.dezembro |
© Observatório de
Imprensa |
|
|
|
|
Livros Necessários -
Indicações para uma retrospectiva, por
Deonísio da Silva |
|
|
|
|
É O silêncio do delator, de José Nêumanne
Pinto, editorialista e colunista da Casa. Se não se lê nem o
colega de jornal, que podem esperar os outros? A imprensa ficou
parecida com a universidade, onde os cubículos dos
intelectuais, semelhando as mônadas de Leibniz, não têm
comunicação umas com as outras? Intelectuais de prestígio,
como Wilson Martins e Affonso Romano de Sant'Anna, estão entre
os que destacaram esse livro. |
|
Leia
mais... |
|
|
|
|
|
|
23.dezembro |
© Jornal
da Paraíba |
|
|
|
|
O Silêncio do Delator, por Bráulio
Tavares |
|
|
|
|
O romance de Nêumanne não ocorre num vácuo,
pelo contrário, ocorre no turbilhão de catástrofes políticas
que lembramos tão bem. Mas seu passado é tão estilizado e
impessoal quanto certos futuros da ficção científica, como o
de Godard em "Alphaville". É Campina Grande, mas
poderia ser qualquer lugar. |
|
Leia
mais... |
|
|
|
|
|
|
2005 |
|
|
|
|
janeiro |
© revista
Continente Multicultural |
|
|
|
|
O Corpo do Silêncio
Delator, por Cláudia Cordeiro Reis |
|
|
|
|
Nessa tarefa, José Nêumanne enveredou refratário a técnicas
narrativas consagradas, imprimindo à obra uma coerência singular com a
sua temática, uma rebelada inovação. Sobre esse aspecto, ressalta-se
o ritmo imposto à narrativa. Deonísio da Silva, em matéria do Jornal
do Brasil, refere-se coerentemente a um “Romance com Trilha Sonora”
|
|
Leia
mais... |
|
|
|
|
|
|
s.d. |
© Jornal o Escritor
- UBE - SP |
|
|
|
|
por Álvaro Alves de Faria |
|
|
|
|
Ao concluir seu romance “O Silêncio do Delator” (Editora
Girafa) José Nêumanne foi “aconselhado” por um amigo a
diminuir pelo menos duzentas páginas do texto, como se um livro
fosse medido em seu valor pelo número de páginas que contém.
Felizmente Nêumanne não atendeu. E o romance ficou com suas
540 páginas, como devia ser. E devia ser assim porque nesse
volume coube apenas uma fotografia, mas o retrato de um tempo
que soa como documento de época, assim como o fizeram vários
tantos outros romances em épocas diferentes. O projeto de José
Nêumanne foi iniciado em 1984, uma espécie de rascunho que não
foi adiante há 20 anos por uma razão simples: todo o material
a ser utilizado por ele ainda estava por vir. Nélida Pinõn
costuma dizer que o romance é um ato de viver a fábula e a
realidade.
|
|
Leia
mais... |
|
|
|
|
|
|
|
@ Correio da Paraíba
|
|
|
|
|
2005 — Luiz
Augusto Crispim - (07.01.05 -Correio da Paraíba)
|
|
|