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Affonso Romano de Sant'Anna (06.11.2004 - O Globo), Álvaro Alves de Faria (inédito); Bráulio Tavares (Jornal da Paraíba, 23.12.04  ) Caio Porfírio Carneiro (22.11.04), Carol Almeida (Jornal do Commercio - 24.10.04), Cláudia Cordeiro Reis (revista Continente Multicultural - nas bancas em jan.2005), Deonísio da Silva (12.10.04 - Jornal do Brasil //  21.12.04 - Observatório de Imprensa); Eustáquio Gomes (23.01.2005-Correio Popular de Campinas); Henrique Veltman (Imprensa Livre, SP)  Hugo Pontes (01.06.2005 - jornal Mantiqueira, página 1 do Caderno Variedades);  Ipojuca Pontes (08.10.04 - Gazeta Mercantil); José Alcides Pinto, (19.03.2005, Diário do Nordeste); Júlio Daio Borges, (02.2005, Rascunho); Luiz Augusto Crispim - (07.01.05 /08.06.2005-Correio da Paraíba) Martinho Moreira Franco   (14.11.04 - O Norte, João Pessoa), Nei Leandro de Castro (02.02.2005-Tribuna do Norte), Roberto Romano (junho.2005, n. 92, revista Cult); Rômulo Azevedo (04.06.2005 - Jorjnal da Paraíba); Ruy Fabiano (09.10.04 -Estadão), Sérgio de Castro Pinto (Blocos Online), Walter Fontoura (09.10.04 - Folha de São Paulo), Wilson Martins (22.11.04 - Gazeta do Povo// O Globo)

            

O silêncio do delator,
O romance de uma geração

Henrique Veltman

© Imprensa Livre, de São Sebastião, litoral Norte de São Paulo

 
     
     
 

Nêumanne vive me surpreendendo. Quanto mais não fosse, pela sua extraordinária capacidade de escrever, e escrever bem, produzindo todos os dias artigos, editoriais, comentários. Muita coisa que, orgulhosamente, publicamos nas páginas do Imprensa Livre.
Demorei para ler o seu “O silêncio do delator”. Estava com a leitura atrasada, uma montanha de livros na fila e ele acabou ficando para o feriado de Corpus Christi. 
Valeu a pena. Quem é da geração dos anos 60 vai se encontrar nas 544 páginas de “O silêncio do delator”. Nêumanne usa, se posso falar assim, a técnica de fragmentos. Quem narra é um morto muito simpático, mas muito crítico. Como diria uma moça que trabalhou aqui em casa, “tem de um tudo” no livro do Zé. Sobretudo, tem “Invasões bárbaras”, de Denys Arcand, um bocado de Bob Dylan, Beatles, filosofia política e análise sociológica.
No velório, Nêumanne reúne os "remanescentes dos anos 60". E ali, ele conta a história de uma geração, a sua geração. 
"Vista aqui do caixão", diz "a voz do morto", narrador complementar e crítico do autor, "posta em contraste com os círculos espalhados pela sala [...] de viúvas de Elvis Presley e nostálgicos de John Lennon, de fãs de carteirinha de Mick Jagger e saudosos de Jim Morrison, ela tem um viço que salta aos olhos e atinge o plexo solar como um soco de Mike Tyson - nós, da geração de Cassius Marcellus Clay, ou melhor Muhammad Ali; nós, que vimos com um pouco de preconceito o filme de Hollywood com o trânsfuga Mikhail Barishnikov, meu outro xará russo, pensando que aquilo era sobretudo o desperdício de um talento, nós que gostávamos das tiras de Mafalda e Charlie Brown. Pois é: esse viço evidente, esse jeitinho de flor beijada pelo orvalho, esse ar de sereno de madrugada não combinam com este ambiente, nada têm a ver com a morte".
Insisto: vale a pena ler.

 
 

Henrique Veltman

 
     
     
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CD Plataforma para a Poesia - Poemas Indispensáveis - Apresentação de Deonísio da Silva © Todos os direitos reservados para o projeto Plataforma para a Poesia, pelos poetas Alberto da Cunha Melo, Astier Basílio, Domingos Alexandre, Eduardo Martins, Geraldino Brasil (espólio), Gilberto Mendonça Teles, Ivo Barroso, José Nêumanne, Marco Polo e pelo compositor e violonista Isaac Costa. Ouça algumas faixas. Clique aqui.

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