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Affonso Romano de Sant'Anna (06.11.2004 - O Globo), Álvaro Alves de Faria (inédito); Bráulio Tavares (Jornal da Paraíba, 23.12.04 ) Caio Porfírio Carneiro (22.11.04), Carol Almeida (Jornal do Commercio - 24.10.04), Cláudia Cordeiro Reis (revista Continente Multicultural - nas bancas em jan.2005), Deonísio da Silva (12.10.04 - Jornal do Brasil // 21.12.04 - Observatório de Imprensa), Ipojuca Pontes (08.10.04 - Gazeta Mercantil); Luiz Augusto Crispim - (07.01.05 -Correio da Paraíba)Martinho Moreira Franco (14.11.04 - O Norte, João Pessoa), Ruy Fabiano (09.10.04 -Estadão), Sérgio de Castro Pinto (Blocos Online), Walter Fontoura (09.10.04 - Folha de São Paulo), Wilson Martins(22.11.04 - Gazeta do Povo// O Globo). |
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Sérgio de Castro Pinto Se me perguntassem o que “O Silêncio do delator”, de José Nêumanne, tem de “Memórias póstumas de Brás Cubas”, de Machado de Assis, eu responderia: o fato de, postumamente, um personagem discorrer sobre o passado e o presente, além de, bem ao gosto do bruxo de Cosme Velho, e como se fora um dos alter egos do narrador, interferir na prosa deste de modo a apontar-lhe os excessos, as redundâncias, enfim, as deficiências de sua escrita. Quer dizer, se Machado de Assis estabelecia um diálogo com o leitor a respeito dos seus mecanismos de criação, o personagem João Miguel provoca o narrador, desafia-o, instiga-o, na medida em que questiona o enredo, a intriga ficcional, como também a linguagem que serve de lastro, de sustentação ao romance. Isso sem contar que, coincidentemente ou não, Nêumanne tende a abolir a paisagem no seu livro, ao mesmo tempo em que as suas personagens vivem entre quatro paredes. Ou seja, “O Silêncio do delator” é um romance urbano cujas personagens, paradoxalmente, não saem às ruas, no que também lembram os “claustrofóbicos” viventes machadianos. |
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CD Plataforma para a Poesia - Poemas Indispensáveis - Apresentação de Deonísio da Silva © Todos os direitos reservados para o projeto Plataforma para a Poesia, pelos poetas Alberto da Cunha Melo, Astier Basílio, Domingos Alexandre, Eduardo Martins, Geraldino Brasil (espólio), Gilberto Mendonça Teles, Ivo Barroso, José Nêumanne, Marco Polo e pelo compositor e violonista Isaac Costa. Ouça algumas faixas. Clique aqui. |
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