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LINKS:
Trilhas
Literárias; Estação
Nêumanne;
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DE
ALBERTO DA CUNHA MELO
A
BRUNO TOLENTINO
Alberto da Cunha Melo
Conrad abraçou o tufão
e Bruno à voragem se inclina:
com o ar febril dos carmelitas,
abre o hábito de Katharina;
embora lágrima ao relento,
secando à porta de um convento,
não teme a eriçada pelúcia
de tantas onças recheadas
de papel-jornal e de astúcia;
tampa este abismo de opereta
com uma asa de borboleta.
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POR
E-MAIL:
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DE WALTER RAMOS
- <brasilhavanero@gmail.com>
É com grande tristeza que leio esta notícia. Um dos maiores poetas da língua portuguesa (de todos os tempos) se vai. Raro entre os poucos que conhecem o rumo obscuro que o Brasil tem percorrido à inépcia como regra e à ignorância completa.
Como é parco o horizonte do futuro da poesia no Brasil. Grandes agora só Angelo Monteiro, Alberto Cunha Melo e Jaci Bezerra. Ainda bem que continuam aqui entre nós, acessíveis à possibilidade de interlocução.
Hoje é um dia triste, Claudia. Um dia muito triste e chuvoso no Recife.
Saudações literárias.
Walter
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Meu
coração sinceramente chora
O
silenciar de um luminoso pensamento
Egrégora
sensível e filosófica de um tempo
Substanciada
num quixote do hoje de outrora.
Meus
caros amigos do Plataforma / Trilhas,
"Meu
coração sinceramente chora"... Isto não é apenas o verso de um
poemeto grafado sob a ambiência da nota triste sobre o nosso Bruno
Tolentino. É sinceridade do coração de um artista que admira um outro
artista e lamenta ter que conviver, daqui para frente, com o seu silêncio.
Eu
me aproximei do Plataforma Para a Poesia (e isso já foi dito) buscando
a poesia de Bruno Tolentino que me encantou desde o primeiro momento: seu
estro filosófico, erudito, sensível, formal e moderno ao mesmo tempo, sua
verve polêmica, sua figura de poeta poeta, farão muita falta ao Brasil.
Rio
de Janeiro, 27 de junho de 2007, 17 horas e 18 minutos,
Um
grande abraço a todos!
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DE ASTIER
BASÍLIO - <astierbasilio@gmail.com>
Bruno Tolentino no caminho de Beatriz
aos teus pés se apresenta o último círculo.
A capela em que entram é uma neblina.
Há rumores com túnicas, onde os livros
são escritos à mão. O chão que pisas
não permite sandálias, nem recibos.
Nenhuma réplica, ali não há galeria
as imagens são seu espelho e mito,
são vivos os vitrais nesta Sistina
onde a idéia se faz em pedra e signo.
Entre incensos os pés de Deus caminham
como um vento a chamar cada escolhido.
Uma porta se sabe, outra advinha-se.
Cumprimentas os anjos em sua língua.
O teu nome é chamado. E o resto é abismo.
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DE JOAQUIM
SUSTELO - <jsustel@hotmail.com>
ACRÓSTICO (*)
AO POETA BRASILEIRO BRUNO TOLENTINO
(falecido hoje, 27.06.2007)
Barco que sai do cais e já não volta
Rumando a um tal porto de mistério...
Uma vaga, outra vaga, que se solta
Não sendo já contudo um caso sério.
O seu vislumbre agora, é cemitério;
Transporta o viajante sob escolta;
Os sonhos, fossem poucos, ou império,
Levou-os algum vento de revolta...
E no entanto além do quadro triste
Não deixo de dizer que ainda existe
Talvez à sua volta uma magia:
Iludindo o que a vida agora apaga
Não morrerá porém o que embriaga,
O encanto em sua obra... A poesia.
(*) de alto a baixo lê-se o seu nome, embora
separado em grupos de 4+4+3+3 letras, por ser um Soneto
Joaquim Sustelo |
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DE NORMA GODOY
- <normagodoy@uol.com.br>
Clau, lamentei deveras a morte de Tolentino.
Principalmente pela nossa identidade poética
com ele. Que o poeta continue criando pela
eternidade!
Um bjo de amiga Godoy |
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DE W.J.SOLHA
- <wjsolha@superig.com.br>
Grande poeta, um abraço por produzir tanta beleza com NOSSA angústia. |
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