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César Leal |
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Leia, nas nossas Trilhas Literárias, o artigo de Ermelinda Ferreira sobre César Leal
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BIOGRAFIA Poeta,
crítico de poesia, graduado em Filosofia e jornalismo, título de NS Notório
Saber. Parecer 242 / 80, do Conselho Federal de Educação,
professor de Teoria da Literatura da Universidade Federal de Pernambuco.
Muito cedo ingressou no serviço público em Fortaleza. Trabalhou em
Belém, e, a seguir, Manaus, Rio e Belo Horizonte onde fez grandes
amigos: Cristiano Martins, Abgar Renault e Emílio Moura. que, em suas obras
completas. lhe dedicou um poema Entre os “novos”, conheceu Fábio Lucas,
que o lançou através da revista “Vocação”. Ao assistir as aulas
de Abgar Renault na Faculdade de Filosofia da UFMG, passou a admirar os poetas
metafísicos ingleses Marvel, Donne, Herbert. Transferido
para o Recife, Mauro Mota o admitiu no Diário de Pernambuco. Aí,
conheceu Eduardo Portella, recém-chegado da Espanha, a quem considera um dos
renovadores da crítica no Brasil. PRÊMIOS: Condecorado várias vezes com a Ordem Capibaribe por serviços prestados à Cidade do Recife. Cidadão Honorário do Estado de Pernambuco por serviços prestados a sua cultura e ao ao povo pernambucano. Por seu ensaio “Dante e os modernos”, foi condecorado“Cavaliere” da Ordem do Mérito da República Italiana, por Decreto do Conselho de Ministros da Itália, sancionado pelo presidente Sandro Pertini ( 1982 ). Diploma de Cultura Oliveira Lima, do Conselho Estadual de Cultura.de Pernambuco. Troféu Criadores da Cultura do Conselho Municipal de Cultura da Cidade do Recife Medalha “ Joaquim Cardozo” , da União Brasileira de Escritores do Rio de Janeiro, filiada à Federação das Associações de Escritores Latino-americanos, pela publicação de seus poemas reunidos, Tempo e Vida na Terra IMAGO-FBN, Rio, 1999. CRÍTICA “ A Quinta Estação é, creio, o mais belo dos poemas até hoje publicados, aqui e no mundo sobre a sorte dos homens , roçando entre o profético e poético absoluto, onde cabem todos os “ parênteses” repetidos, “ barras”, como irônicos “official duties” e pontos reticenciados em linhas que dão ao livro os signos e os sinais da espantosa linguagem que precede o fim de nosso milênio e prenuncia a radiosa alvorada do ano 2000”- CASSIANO RICARDO ( Prefácio do Tambor Cósmico, Rio, 1978 ) – Se César
Leal houvesse nascido em Londres , Paris ou Nova York e publicado a poesia que
publicou até agora no Brasil, já seria conhecido no mundo inteiro como um
dos maiores poetas do século XX. ( À margem da tradução de Invenções
da noite menor) – OLIVIER LUNEAU ( França). - Bei César
Leal herrscht vollkommener ZusammenschluB zwischen Mensch und Kosmos. In der
Transzendenz offenbaren sich die magischen Mächte seiner Sprach. ( Em César
Leal há perfeita integração entre homem e cosmos. É na transcendência que
se revelam as potências mágicas de sua linguagem). CURT MEYER-CLASON
(Alemanha). Tradutor dos livros O Triunfo das águas, Ursa Maior, e cerca de
30 poemas de Constelações para a língua alemã. - Concordo com o poeta –crítico que é mestre Odilon Nestor em que, escrevendo Romance do Pantaju, o jovem colega , também poeta e também crítico, e também do Recife, César Leal, produziu uma pequena obra prima de “ invenção” e de Arte”. GILBERTO FREYRE -Revista O CRUZEIRO, Rio,10 / 08 / 63 – “ César Leal é uma das figuras mais importantes da poesia brasileira, à espera somente de uma edição ampla que o torne conhecida do público e da crítica” – OSMAN LINS, O Estado de São Paulo,1958 “Ao registro
classicizante não falta a raiz. Ao discurso culto não faltam pés na terra.
Do mesmo modo a construção elaborada jamais esquece a cotidianeidade.A
poesia e o ensaio de César Leal sabem operar esse equilíbrio nervoso, ao
qual se une a seriedade do olhar crítico. Por isso o trabalho de César
Leal, o trabalho encantado da linguagem, é das construções mais
convincentes da nossa literatura contemporânea.”. – EDUARDO PORTELLA(
Jornal do Commercio, Recife, 1998. “ Sua poesia deve ser tomada como um sistema cosmogônico, como a galáxia da vida intelectual e do mundo, com seus animais,águas e revoluções cósmicas, ( ...) mas também como uma cosmogonia literária que de Dante a T.S.Eliot, passando por Shakespeare e Joaquim Cardozo, acrescentou aquilo que o capítulo do Génesis havia esquecido, embora comece com a declaração seminal de que no princípio era o Verbo”. – WIlSON MARTINS, Jornal do Brasil, 1995 “ Objeto
para além do belo e do feio, não consumível, a poesia revolucionária deve
ser o que ela já é na Ursa Maior e no Triunfo das Águas, de César
Leal, poemas-carrefours, poemas de contra-apresentação, testemunhos de um
lugar essencial de conscientização através de um mosaico intertextual
dotado de valor de uso, não de valor de troca. Em outros termos, queremos
dizer que esses dois poemas de César Leal são maciços estéticos
consideráveis, porque neles fica inscrita uma dupla desconstrução ,
irrecuperável pelas facções ideológicas de qualquer procedência:
desconstrução ao nível semântico; desconstrução ao nível
discursivo e, com J.F. Lyotard: instauração de uma ordem “ figural”. –SÉBASTIEN
JOACHIM, Introdução ao livro Tempo e Vida na Terra, Imago Editora, 1999. Além desses
depoimentos, o professor canadense Sébastien Joachim organizou, em
1994, uma fortuna crítica de César Leal, com 350 pp. e quarenta e
cinco ensaios de grandes críticos e poetas brasileiros e estrangeiros,
intitulada – César Leal: Poeta e Crítico de Poesia – onde se destacam
estudos de Oswaldino Marques, Ronald Rassner (USA), Gilberto Freyre, Ariano
Suassuna, Fernando Py, Mauro Mota, Luiz Antônio Marcuschi, Ana Lúcia Lapenda,
Olivier Luneau (França), Geraldo Falcão, Fábio Lucas, Cassiano Ricardo, Mário
Hélio, Weydson Barros Leal, Nelson Saldanha, José Fernandes, Nelly Novais
Coelho, J. Domício Coutinho (USA) e outros. Essa fortuna crítica não inclui
os longos estudos de Curt Meyer-Clason, tradutor de três livros seus
para o alemão, Wilson Martins, Marco Lucchesi, Lucila Nogueira, Lourival
Holanda, Sérgio de Castro Pinto, Luiz Carlos Monteiro, além da tese de
doutorado de J. Domício Coutinho, defendida no Departamento de
Literatura Comparada da Universidade da Cidade de Nova York.. BIBLOGRAFIA LIVROS:
(Poesia) LIVROS: Ensaios * Os
Cavaleiros de Júpiter.( Crítica de poesia e teoria da literatura),Ed.
Universitária,
* Recife,1968 Além desses
trabalhos em livros, tem cerca de 220 ensaios publicados no Brasil e no
exterior em Suplementos literários e revistas de cultura. Desses, cerca de 80
irão ser editados ainda em 2000, com cerca de 700 pp, abrangendo autores como
Gil Vicente, Camões, Yeats, Dante, Fray Luís de Leon, Shelley, Jorge Guillén,
Abgar Renault Jorge Luís Borges, Frost, Wallace Stevens, Leopardi, Erza
Pound e vários poetas brasileiros contemporâneos. Informações copiadas do site: Jornal de Poesia: http://www.secrel.com.br/jpoesia/cleal.html |
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