João Cabral de Melo Neto

Os Três Mal Amados (excerto)

Fábula de um arquiteto

 

 

JOÃO CABRAL DE MELO NETO (1920-1999)**                            

Poeta e diplomata, nasceu no Recife, PE, em 09 de janeiro de 1920 e faleceu no Rio de Janeiro, em 12 de outubro de 1999. Filho de Luiz Cabral de Melo e Carmem Carneiro Leão Cabral de Melo, ambos de tradicionais famílias pernambucanas. Viveu a infância em engenhos de cana-de-açúcar até 1930, quando passa a residir no Recife. Em 1943, foi nomeado por concurso público para o DASP. No corpo diplomático, exerceu funções na Espanha, Inglaterra, França e Senegal. Em 1968, foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras e tomou posse em 6 de maio de 1969. Costumam incluí-lo na Geração 45, mas dela se destaca por uma poética especial, fundada na depuração do verso, na concisão e na precisão da linguagem, em uma nítida desmistificação da linguagem poética e de seus temas, introduzindo a crítica social, mas sem concessões ao sentimentalismo; assim, em Morte vida Severina, em O cão sem plumas, por exemplo, quando da abordagem da vida do homem das camadas populares do Nordeste e de suas paisagens. João Cabral de Melo Neto tem seu nome incrustado, definitivamente, nas páginas da literatura brasileira.

Obras do autor: Poesia: Considerações sobre o poeta dormindo (1941, prosa); Pedra do sono (1942); Os três mal-amados (1943); O engenheiro (1945); Psicologia da composição com a Fábula de Anfion e Antiode (1947); O cão sem plumas (1950); Juan Miro (1952, prosa); A Geração de 45 (1952, depoimento),; Poemas reunidos (1954); O Rio ou Relação da viagem que faz o Capibaribe de sua nascente à Cidade do Recife (1954); Pregão turístico (1955); Poesia e composição / A inspiração e o trabalho de arte (1956, prosa); Duas águas (1956); Da função moderna da poesia (1957); Aniki Bobó (1958); Quaderna (1960); Dois parlamentos (1961); Terceira feira (1961); Poemas escolhidos (1963); Antologia poética (1965); Morte e vida Severina (1965); Morte e vida Severina e outros poemas em voz alta (1966); A educação pela pedra (1966); Funeral de um lavrador (1967); Poesias completas 1940-1965 (1968); Museu de tudo (1975); A escola das facas (1980); Poesia crítica (1982, antologia); Auto do frade (1983); Agrestes (1985); Poesia completa (1986); Crime na Calle Relator (1987); Museu de tudo e depois (1988); Sevilha andando (1989); Primeiros poemas (1990); J.C.M.N.: os melhores poemas (1994, org. Antonio Calos Secchin); Obra completa (1995, organizada por Marly de Oliveira); Entre o sertão e Sevilha (1997); Serial e antes (1997); A educação pela pedra e depois (1997); Prosa (1998).

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