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"No mais, sou pontual na complacência/ de um deus oculto que boceja/ na hora aberta a sussurros e prodígios/ da vida acontecendo. E que não basta." Gilberto Mendonça Teles

 
     
 

80 Anos de Osman Lins            100 Anos de Pablo Neruda           215 Anos do Iluminismo

 
 
 

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Sumário 

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Hora Aberta. Poemas reunidos. 

            20ª edição

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 

   

APRESENTAÇÃO 

   No próximo dia 26 de julho, o governo de Goiás estará homenageando Gilberto Mendonça Teles com a Comenda do Mérito Anhangüera, a mais alta condecoração do Estado. Salve Goiás e seu filho ilustre, orgulho de todos nós brasileiros.

 

GILBERTO MENDONÇA TELES

Lições para botânicos e jardineiros
 

 

Repito aqui — repetição/ é meu forte ou meu fraco? — tudo/ que floresce em admiração/ no itabirano peito rudo/ (em grata amizade também)/ ao professor, melhor, ao poeta/ que de Goiás ao Rio vem,/ palmilhando rota indireta,/ mostrar — com um ou com dois eles/ no nome que ciência e poesia/ em Gilberto Mendonça Teles/ são acordes de uma harmonia.

Carlos Drummond de Andrade (Rio, junho, 1970)

Esta a magia da poesia, percebida por intermédio do poema. Mesmo que ele não tenha lá muito valor estético e artístico, ele, o poema, é o signo (e mesmo o símbolo) dessa aura de felicidade a que temos direito.... de sonhar.

GMT - (nesta entrevista)

 

 

      No último quatorze de julho, um artigo —  "Sonhos da Razão" — do psicanalista Paulo Blank, sobre o Iluminismo, surpreendía-nos pela lucidez da argumentação, marcando-nos principalmente por esta frase: "O humanismo, fruto de uma visão esperançosa do mundo, já nascia espalhando sangue por todo lado" . E lembrava que Freud também acreditava que "a razão pudesse controlar as forças desembestadas da natureza". Paradoxalmente, nos veio a lembrança da grande força da natureza que é a poesia de Pablo Neruda, conforme nos ensinava o José Nêumanne, no artigo "Neruda: 100 anos do poeta e do paradoxo", e concluíamos o quanto é fácil atirar pedras na obra do Nobel de Literatura Chileno. A imensa, refratária e humana, portanto falha, obra de Pablo Neruda, espelha o oxímoro que somos.

        Mas, a grande saga do Ser  não poderia ser traduzida como a busca do equilíbrio entre razão e emoção? Como um pêndulo a oscilar para longe da medida do equilíbrio, razão e emoção se alternam nas tendências literárias; basta lembrar do Classicismo Grego-Romano X Trovadorismo X Renascimento X Barroco X Arcadismo X Romantismo X Realismo X Simbolismo X Modernismo e, agora, este século da mais espetacular aventura tecnológica e da mais espetacular violência parece fazer convergir  o encantamento e o desespero  in extremis

        É aí que surgem pessoas especiais que conseguiram aproximar-se daquele ideal entre razão e emoção e  uma dessas pessoas — o crédito não é só meu, observe nas epígrafes o poema de Drummond — está aqui conosco, nesta entrevista: Gilberto Mendonça Teles. Esse nome não precisa de subtítulos para ser anunciado. Não precisa desta apresentação para ser lembrado, mas, acreditamos, jamais dispensaria a demonstração de carinho, respeito e admiração dos nossos doze entrevistadores que prontamente atenderam à nossa conclamação.

        O título desta apresentação deve-se à pergunta 4A, de Deonísio da Silva e ela se reporta exatamente ao suporte da razão (o botânico) e da intuição/emoção (o jardineiro) e, na resposta, Gilberto lembrou também o suporte didático (o professor), todos reunidos nele. "Em alguma etapa de sua formação intelectual o botânico prejudicou o jardineiro?" , essa é a pergunta de Deonísio, quase que respondida por Drummond. 

          O fato é que, nestas poucas horas de convivência com Gilberto, aprendemos mais que a maioria das "horas sentadas" nos bancos das universidades. E mais, ganhamos a inserção desta entrevista na obra a ser lançada ano que vem: Gilberto Mendonça Teles: cinqüenta anos de poesia.E quanto poesia na Hora Aberta de todas as horas, que vida. Ganhamos todos nós apaixonados pela Arte Poética a obra que faltava: História da Poesia Brasileira, em elaboração há 10 anos e prestes a ser concluída. E, alegria maior, ganhamos  um poema inédito — A Escrita — que ele criou durante a correspondência conosco com vistas a esta edição especial. Tudo embalado pela paciência, pela gentileza, pela chama acesa que é Gilberto.

          Nós, se fôssemos você, não estaríamos lendo o que escrevemos aqui. Iríamos direto para o "link" da entrevista, a fim de desfrutar da Aula Magna, nos jardins desse botânico-jardineiro-professor-poeta que é Gilberto Mendonça Teles.

          A ele, especialmente, e a todos os entrevistadores e leitores das Trilhas Literárias, nossa mais funda gratidão por esse inesquecível e histórico  momento Plataforma, alçando-nos a vôos em que a preponderância da razão do grande Mestre nos motiva a transformar a emoção em verdadeira fraternidade. Em nome da Poesia. Amém.

Cláudia Cordeiro Reis

                   

     
       

 

Sumário

I - Entrevista

GILBERTO MENDONÇA TELES

("Clicando" na figura - "Leia mais" - você terá acesso a(s) resposta(s) completas de Gilberto Mendonça Teles a cada um dos entrevistadores. Você poderá ler toda a entrevista obedecendo as indicações das setas, dentro das janelas. Para voltar a este índice, feche a janela - "X" - antes de acessar outra(s) resposta(s)

 

 

Entrevistadores

 

Nº de ordem

 

Perguntas

 

     

                                                                                                                              

 

Alberto da Cunha Melo

01

 

Disse Vinícius de Moraes, numa antiga entrevista: "Depois de Ferreira Gullar, que é para mim o último grande poeta brasileiro, os que estão fazendo poesia válida são os músicos Chico Buarque, Gil, Milton, Cacaso, Fagner e Aldir Blanc, que estão transmitindo alguma coisa". Essa discussão sobre letra de música e poema parece só existir no Brasil. Como você tem vários poemas musicados, talvez já tenha meditado sobre o assunto. Gostaria que falasse sobre ele.

GMT:

(...)"Considero Vinícius de Moraes um excelente poeta, um excelente compositor, um excelente letrista (para as suas próprias composições musicais), mas só não direi um  péssimo crítico, porque ele não deixou obra crítica..."

 

José Nêumanne Pinto

02  

Você diria que já passou a febre vanguardista na poesia brasileira? Que seqüelas ela deixou?

GMT:

(...) "Do ponto de vista da criação literária, pode-se dizer que a "febre" dos movimentos de vanguarda terminou com o "enterro" da poesia concreta...!

       

Cláudia Cordeiro Reis

03 A

Você participou da fase impressa (1999) do projeto Plataforma para a Poesia que há 17 anos está em busca de novas estratégias para conquistar leitores para a Arte Poética. Qual a sua opinião, hoje, sobre a versão desse mesmo projeto na Web?

GMT:

"São duas faces de uma mesma preocupação cultural que só pessoas de talento e em permanente disponibilidade podem levar adiante, tanto no projeto literário e social que tive a satisfação de presenciar no Recife ..."

 
B

A História da Poesia Brasileira é um empreendimento e tanto, digno de personalidades literárias como a sua, metodologicamente correta, corretíssima, e apaixonada pelo próprio fazer poético, que o diga sua obra, um legado precioso para a nossa Literatura que se ressente até hoje de uma obra desse porte. Quais as nascentes dessa iniciativa?

GMT:

(...) "estou empenhado em não repetir as histórias literárias do Brasil. Todas as Histórias da Literatura Brasileira têm repetido os esquemas uma das outras. E, sem exceção, repetindo a matéria das anteriores."

 

Deonísio da Silva

04  

Meu caro Gilberto Mendonça Teles, o senhor tem feito um caminho em que viaja acompanhado das botânicas e das jardinagens da língua: além de poeta de reconhecidos méritos, tem sido também ensaísta e professor de literatura que todos aprendemos a admirar.

 
  A

Em alguma etapa de sua formação intelectual o botânico prejudicou o jardineiro?

GMT:

(...) "Não creio que um atrapalhe o outro. Pelo contrário, quanto mais o jardineiro tiver ciência dos cuidados do botânico, tanto mais poderá ousar nas suas experimentações com as flores, naturais ou retóricas"

 

 

    B

Temos hoje grandes escritores espalhados pelo vasto e complexo Brasil. Esses nossos arquipélagos literários, caso constituíssem pequenas nações independentes, favoreceriam o reconhecimento de seu talento? Faço-lhe esta pergunta para obter suas considerações a respeito de, como escritores, integrarmos um país tão grande e diverso, em contraposição a escritores de países como o Uruguai, o Chile e a Colômbia, cujas literaturas vigorosas — com Prêmio Nobel, inclusive — talvez venham sendo mais percebidas do que a nossa no mundo.

GMT:

"Sua pergunta tem aqui o seu quê de perversão, de tapas e beijos, de pescoção e carinho. Há quem adore isto. Eu, não: vivo pondo azeitona nas empadas dos outros (...). Tenho comigo (e diversas vezes falei isto por escrito) que a mídia é preguiçosa..."

 
    C

O senhor é um especialista em Carlos Drummond de Andrade. O que mais o encanta na poesia dele?

GMT:

"O que mais me encanta na poesia de Drummond  é o seu conhecimento da arte poética: tudo na sua poesia passa por uma série de filtros..."

 
    D

O senhor poderia fazer um rápido comentário sobre a literatura brasileira de Goiás? Tem havido uma efervescência impressionante nas últimas décadas, não? E sobre Cora Coralina, qual a sua opinião?

GMT:

"A ficção  de Goiás é uma das mais importantes do país..."

 

Francisco Soares

05 A

Caro Gilberto Mendonça Teles: guardo de si a imagem do mestre exigente com o raciocínio próprio e vivo dos alunos. Isso trouxe-lhe uma postura muitas vezes incómoda e polémica no meio académico e no dos escritores, por causa de pessoas que julgam ter-se tornado burocraticamente intocáveis e que se tornam, por isso, tendencialmente prepotentes. Acha que vale a pena continuar esse combate?

GMT:

"A 'luta' nos meios universitários,  entre professores, é a coisa mais idiota e estúpida possível..."

 
B

O Gilberto Mendonça Teles ensinou-nos que o modernismo brasileiro foi ao mesmo tempo nacionalista e cosmopolita. Parece-me que todos os modernismos o foram, no espaço lusófono. Acha que é um processo típico de elites globalizadas ou em vias de globalização essa dupla constante de diferenciação e assimilação?

GMT:

"Devo ter sido muito simplista nessas aulas em Lisboa. Você tem razão: todos os modernismos, melhor, todos os movimentos literários, no passado e no presente, no espaço lusófono e em quaisquer espaços, mesmo nos utópicos, desejam a universalidade não do nacional, mas radicalmente da sua localidade."

 
    C  

Sentindo-se próximo da geração formalista, parece-me que tem uma prática poética muito mais aberta e integradora. Como olha hoje para o contributo dessa geração para a sua poesia?

GMT:

"É só ler os meus livros e ver a ironia e o humor com que trato dessa classificação geracional de professor de cursinho ou de crítico de má fé."

 

Anderson Braga Horta

06  

Meu caro Gilberto, você, que veio do soneto às antigas para o Modernismo e, com igual galhardia, visitou o cordel e a vanguarda, sendo ao mesmo tempo grande estudioso da arte poética, em que medida creditaria à inspiração e à construção os êxitos desse percurso?

GMT:

"Eu, por mim, tenho-a como um bem precioso proveniente das coisas e acontecimentos mais simples e "invisíveis" para o comum das pessoas, que buscam as grandes coisas, os acontecimentos importantes."

 

Rinaldo de Fernandes

07

A

Gilberto, convidei-o para participar do livro "Chico Buarque do Brasil", que organizei e que acaba de ser lançado. Você começou a escrever seu ensaio sobre o Chico, mas, infelizmente, não conseguiu me enviar a tempo. De que tratava esse ensaio? Do poeta da MPB ou do romancista? Afinal, o que você acha do artista Chico Buarque?

GMT:

"...selecionei cerca de 50 canções do compositor e procurei estudar, primeiro, a sua tessitura verbal, chegando à conclusão de que na sua maioria elas não resistem a uma leitura silenciosa para serem vistas esteticamente como poemas."

 

 

B

Nos anos 80, em entrevista que me concedeu, e que foi publicada no "Diário do Nordeste", de Fortaleza, você fazia uma diferença entre "vanguarda histórica" e aquilo que você chamava de "vanguarda natural". Você poderia retomar essa discussão?

GMT:

"O primeiro tipo se refere à evolução natural em cada escritor, que nunca deseja se repetir, estando sempre buscando a originalidade de temas, técnicas e linguagens. É, assim, o que se passa com todo grande escritor, na sua transformação ao longo de sua carreira literária."

 

Ermelinda Ferreira

08  

É por demais conhecida a influência que as vanguardas artísticas européias do início do século XX exerceram sobre os artistas responsáveis pela divulgação dos ideais modernistas no Brasil, através da Semana de Arte de 1922. Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Anita Malfatti, Tarsila do Amaral viajaram freqüentemente ao exterior ou lá estudaram, familiarizando-se com as novidades que, à época, revolucionavam a arte na Europa; ao mesmo tempo em que procuravam encontrar, nas raízes históricas do país, valores que definissem um conceito de brasilidade, uma noção de identidade nacional. O que não parece ser objeto de estudos e pesquisas tão freqüentes é a natureza das relações existentes com Portugal - apesar de ser  este, certamente, o país europeu mais visceralmente ligado à história e ao passado que aqueles artistas brasileiros, paradoxalmente, procuravam resgatar. Conseqüência de uma peculiaridade do surto nacionalista que se instaurou no Brasil por volta de 1920 - de caráter francamente "xenófobo e hostil aos portugueses", como diz o historiador Mário da Silva Brito -, essa animosidade teria deixado uma lacuna considerável na história da arte e da literatura de ambos os países, contribuindo para o desconhecimento recíproco de suas propostas e atividades no período, e para o empobrecimento de suas relações. Pensando nestas questões, observei um certo tom de justificativa, na nota introdutória que o senhor faz à sexta edição (1981; 1ª edição, 1972) de seu livro, Vanguarda Européia e Modernismo Brasileiro, que tão útil tem sido a nós, professores de literatura, onde comenta, a respeito das edições anteriores, sobre a "falta de textos básicos para que ele se completasse como corpus teórico de importância para o estudo da literatura comparada e da história literária, principalmente para o estudo da gênese, propagação e diluição dos principais movimentos de vanguarda na Europa e no Brasil". Os textos faltosos - cuja inclusão foi demandada, segundo o senhor, sobretudo por estrangeiros, como o Professor Klauss Müller-Bergh, da Universidade de Illinois, e os estudiosos portugueses Jacinto do Prado Coelho e Arnaldo Saraiva; e por Carlos Lacerda, cuja carta o senhor faz questão de transcrever - eram exatamente os documentos referentes à Vanguarda Portuguesa, sequer cogitada na seleção original de textos, que tanta ênfase confere, no entanto, aos textos do Futurismo italiano, do Expressionismo alemão e do Cubismo francês.

Gostaria de saber qual a sua posição, atualmente, sobre as relações entre Brasil e Portugal, no que se refere à cultura, à arte e à literatura.

GMT:

"...dizer que eu nem pensei na vanguarda portuguesa no início do livro é a coisa mais certa que você está dizendo. Pois para mim o que se chamou futurismo em Portugal não teve nenhuma influência na literatura brasileira. Eles beberam na mesma fonte que os brasileiros — o futurismo e a vanguarda francesa."

 

Astier Basílio

09

 

O escritor Ferreira Gullar, ao referir-se, em entrevista que concedera, a seus cordéis, revelou que aquilo não era poesia, mas um meio popular para divulgação de idéias. Você, que também escreveu alguns cordéis, considera-os poesia ou não?

GMT:

"O Ferreira Gullar está certo, quando se refere aos versos de cordel que ele escreveu, com fins totalmente políticos. Para a esquerda da época era uma forma de trapacear com o povo, valendo-se de elementos da cultura popular para atuar ideologicamente sobre / contra o povo, semialfabetizado"

 

Hildeberto Barbosa Filho

10

A

Considerando o advento dos estudos especializados acerca da Literatura, podemos afirmar que surgiu uma espécie de poética da leitura?

GMT:

"Os professores universitários falam muito hoje sobre a leitura, por causa da moda de copiar as tendências teóricas dos alemães, principalmente (...)Acontece porém que tudo tem ficado no terreno da teoria mais oca possível."

 
   

 

B

Você veria a sua poesia como uma forte representante dessa tendência na Literatura Brasileira contemporânea?

GMT:

"Hildeberto, quando falei  acima de uma poética do leitor, estava pensando mais no estudo das relações do leitor com a obra. Agora, você mesrc="__lm1.gif" deixa um pouco descabriado, pois não saberei dizer  nada que seja  útil."

 

Isabel Moliterno

 

11

A

Em sua poesia, percebemos uma grande exploração da forma da palavra e de suas possibilidades significativas. Observamos também que a própria língua é um tema recorrente. Gostaria de saber, então, como (se) o estudo da língua contribui para sua produção poética?

GMT:

"Afirmei numa das respostas anteriores que poesia é forma: de expressão, forma de conteúdo e forma retória. Isto é, poesia é pura forma, assim como é a linguagem.(...)"

 
 

 

B

Quais seriam as razões de as pessoas não terem o hábito de ler poemas, embora muitas delas demonstrem interesse por eles, pois "acreditam escrevê-los"?

GMT:

"Para mim, toda pessoa é tocada pela poesia, por uma aura de encantamento próximo da religião e do sentido obscuro do sobrenatural.(...)"

 

 

 

C

Quais seriam as razões de as pessoas não terem o hábito de ler poemas, embora muitas delas demonstrem interesse por eles, pois "acreditam escrevê-los"?

GMT:

"Ainda existe o hábito de leitura de poemas e, curiosamente, esse hábito, senão faz o monge, acaba fazendo o poeta. (...)"

 

Ricardo Vieira Lima

 

12

 

Tendo em vista que você nasceu em 1931 e teve sua estréia literária em 1955, considera-se um poeta da Geração de 45 ou da Geração 60?

GMT:

"No meu livro Contramargem, estudo a geração de 45 e critico os que falaram dela sem estarem teoricamente preparados para estudá-la, repetindo insistentemente um modismo da crítica de esquerda. Virou moda falar dos poetas da, como se dizia, "chamada" Geração de 45. Foi fácil dizer que eram alienados em oposição aos poetas tidos como engajados e altamente louvados pela crítica. A maioria desses poetas desapareceu rapidamente.(...)"

       

 

 

   
  GILBERTO MENDONÇA TELES
  III - Fortuna Crítica (Seleção) ("clique" na figura para ter acesso ao texto)
                            
 

Autor

Título

 

Assis Brasil

Saci/ologia Goiana
  José Guilherme Merquior  Em Torno de um Poema de G. Mendonça Teles
  Tristão de Athaíde O Poeta Crítico
     
     

 

 

 

GILBERTO MENDONÇA TELES
LINKS
   

Blocos Online (ótima seleção de poemas)

   
   

Itaú Cultural (a mais completa biobibliografia)

   

Jornal de Poesia (poemas e artigos)

Palavrarte (artigos)

Refúgio de Poesia (poemas)
 

 

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Atualização: Julho de 2004

Ensaios e artigos de novos — César LealRicardo Vieira Lima — e constantes colaboradores — Cláudia Cordeiro Reis, Ermelinda Ferreira, José Nêumanne Pinto e Rinaldo de Fernandes

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