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80 Anos de Osman Lins 100 Anos de Pablo Neruda 215 Anos do Iluminismo |
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Sumário |
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Entrevistadores |
Nº de ordem |
Perguntas |
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Alberto da Cunha Melo |
01 |
Disse Vinícius de Moraes, numa antiga entrevista: "Depois de Ferreira Gullar, que é para mim o último grande poeta brasileiro, os que estão fazendo poesia válida são os músicos Chico Buarque, Gil, Milton, Cacaso, Fagner e Aldir Blanc, que estão transmitindo alguma coisa". Essa discussão sobre letra de música e poema parece só existir no Brasil. Como você tem vários poemas musicados, talvez já tenha meditado sobre o assunto. Gostaria que falasse sobre ele.
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José Nêumanne Pinto |
02 |
Você diria que já passou a febre vanguardista na poesia brasileira? Que seqüelas ela deixou? |
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Cláudia Cordeiro Reis |
03 | A |
Você participou da fase impressa (1999) do projeto Plataforma para a Poesia que há 17 anos está em busca de novas estratégias para conquistar leitores para a Arte Poética. Qual a sua opinião, hoje, sobre a versão desse mesmo projeto na Web? |
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| B |
A História da Poesia Brasileira é um empreendimento e tanto, digno de personalidades literárias como a sua, metodologicamente correta, corretíssima, e apaixonada pelo próprio fazer poético, que o diga sua obra, um legado precioso para a nossa Literatura que se ressente até hoje de uma obra desse porte. Quais as nascentes dessa iniciativa? |
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Deonísio da Silva |
04 |
Meu caro Gilberto Mendonça Teles, o senhor tem feito um caminho em que viaja acompanhado das botânicas e das jardinagens da língua: além de poeta de reconhecidos méritos, tem sido também ensaísta e professor de literatura que todos aprendemos a admirar. |
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| A |
Em alguma etapa de sua formação intelectual o botânico prejudicou o jardineiro? |
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B |
Temos hoje grandes escritores espalhados pelo vasto e complexo Brasil. Esses nossos arquipélagos literários, caso constituíssem pequenas nações independentes, favoreceriam o reconhecimento de seu talento? Faço-lhe esta pergunta para obter suas considerações a respeito de, como escritores, integrarmos um país tão grande e diverso, em contraposição a escritores de países como o Uruguai, o Chile e a Colômbia, cujas literaturas vigorosas — com Prêmio Nobel, inclusive — talvez venham sendo mais percebidas do que a nossa no mundo. |
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| C |
O senhor é um especialista em Carlos Drummond de Andrade. O que mais o encanta na poesia dele? |
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| D |
O
senhor poderia fazer um rápido comentário sobre a literatura
brasileira de Goiás? Tem havido uma efervescência impressionante nas
últimas décadas, não?
E
sobre Cora Coralina, qual a sua opinião? |
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Francisco Soares |
05 | A |
Caro Gilberto Mendonça Teles: guardo de si a imagem do mestre exigente com o raciocínio próprio e vivo dos alunos. Isso trouxe-lhe uma postura muitas vezes incómoda e polémica no meio académico e no dos escritores, por causa de pessoas que julgam ter-se tornado burocraticamente intocáveis e que se tornam, por isso, tendencialmente prepotentes. Acha que vale a pena continuar esse combate? |
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| B |
O Gilberto Mendonça Teles ensinou-nos que o modernismo brasileiro foi ao mesmo tempo nacionalista e cosmopolita. Parece-me que todos os modernismos o foram, no espaço lusófono. Acha que é um processo típico de elites globalizadas ou em vias de globalização essa dupla constante de diferenciação e assimilação?
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| C |
Sentindo-se próximo da geração formalista, parece-me que tem uma prática poética muito mais aberta e integradora. Como olha hoje para o contributo dessa geração para a sua poesia? |
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Anderson Braga Horta |
06 |
Meu caro Gilberto, você, que veio do soneto às antigas para o Modernismo e, com igual galhardia, visitou o cordel e a vanguarda, sendo ao mesmo tempo grande estudioso da arte poética, em que medida creditaria à inspiração e à construção os êxitos desse percurso? |
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Rinaldo de Fernandes |
07 |
A |
Gilberto, convidei-o para participar do livro "Chico Buarque do Brasil", que organizei e que acaba de ser lançado. Você começou a escrever seu ensaio sobre o Chico, mas, infelizmente, não conseguiu me enviar a tempo. De que tratava esse ensaio? Do poeta da MPB ou do romancista? Afinal, o que você acha do artista Chico Buarque? |
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B |
Nos anos 80, em entrevista que me concedeu, e que foi publicada no "Diário do Nordeste", de Fortaleza, você fazia uma diferença entre "vanguarda histórica" e aquilo que você chamava de "vanguarda natural". Você poderia retomar essa discussão? |
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Ermelinda Ferreira |
08 |
É por demais conhecida a influência que as vanguardas artísticas européias do início do século XX exerceram sobre os artistas responsáveis pela divulgação dos ideais modernistas no Brasil, através da Semana de Arte de 1922. Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Anita Malfatti, Tarsila do Amaral viajaram freqüentemente ao exterior ou lá estudaram, familiarizando-se com as novidades que, à época, revolucionavam a arte na Europa; ao mesmo tempo em que procuravam encontrar, nas raízes históricas do país, valores que definissem um conceito de brasilidade, uma noção de identidade nacional. O que não parece ser objeto de estudos e pesquisas tão freqüentes é a natureza das relações existentes com Portugal - apesar de ser este, certamente, o país europeu mais visceralmente ligado à história e ao passado que aqueles artistas brasileiros, paradoxalmente, procuravam resgatar. Conseqüência de uma peculiaridade do surto nacionalista que se instaurou no Brasil por volta de 1920 - de caráter francamente "xenófobo e hostil aos portugueses", como diz o historiador Mário da Silva Brito -, essa animosidade teria deixado uma lacuna considerável na história da arte e da literatura de ambos os países, contribuindo para o desconhecimento recíproco de suas propostas e atividades no período, e para o empobrecimento de suas relações. Pensando nestas questões, observei um certo tom de justificativa, na nota introdutória que o senhor faz à sexta edição (1981; 1ª edição, 1972) de seu livro, Vanguarda Européia e Modernismo Brasileiro, que tão útil tem sido a nós, professores de literatura, onde comenta, a respeito das edições anteriores, sobre a "falta de textos básicos para que ele se completasse como corpus teórico de importância para o estudo da literatura comparada e da história literária, principalmente para o estudo da gênese, propagação e diluição dos principais movimentos de vanguarda na Europa e no Brasil". Os textos faltosos - cuja inclusão foi demandada, segundo o senhor, sobretudo por estrangeiros, como o Professor Klauss Müller-Bergh, da Universidade de Illinois, e os estudiosos portugueses Jacinto do Prado Coelho e Arnaldo Saraiva; e por Carlos Lacerda, cuja carta o senhor faz questão de transcrever - eram exatamente os documentos referentes à Vanguarda Portuguesa, sequer cogitada na seleção original de textos, que tanta ênfase confere, no entanto, aos textos do Futurismo italiano, do Expressionismo alemão e do Cubismo francês. Gostaria de saber qual a sua posição, atualmente, sobre as relações entre Brasil e Portugal, no que se refere à cultura, à arte e à literatura.
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Astier Basílio |
09 |
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O escritor Ferreira Gullar, ao referir-se, em entrevista que concedera, a seus cordéis, revelou que aquilo não era poesia, mas um meio popular para divulgação de idéias. Você, que também escreveu alguns cordéis, considera-os poesia ou não? |
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Hildeberto Barbosa Filho |
10 |
A |
Considerando o advento dos estudos especializados acerca da Literatura, podemos afirmar que surgiu uma espécie de poética da leitura? |
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B |
Você veria a sua poesia como uma forte representante dessa tendência na Literatura Brasileira contemporânea? |
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Isabel Moliterno |
11 |
A |
Em sua poesia, percebemos uma grande exploração da forma da palavra e de suas possibilidades significativas. Observamos também que a própria língua é um tema recorrente. Gostaria de saber, então, como (se) o estudo da língua contribui para sua produção poética? |
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B |
Quais seriam as razões de as pessoas não terem o hábito de ler poemas, embora muitas delas demonstrem interesse por eles, pois "acreditam escrevê-los"? |
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C |
Quais seriam as razões de as pessoas não terem o hábito de ler poemas, embora muitas delas demonstrem interesse por eles, pois "acreditam escrevê-los"? |
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Ricardo Vieira Lima |
12 |
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| GILBERTO MENDONÇA TELES | |||
| III - Fortuna Crítica (Seleção) ("clique" na figura para ter acesso ao texto) | |||
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Autor |
Título |
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| José Guilherme Merquior | |
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| Tristão de Athaíde | |||
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| GILBERTO MENDONÇA TELES | ||||
| LINKS | ||||
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Blocos Online (ótima seleção de poemas) |
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Itaú Cultural (a mais completa biobibliografia) |
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Jornal de Poesia (poemas e artigos) |
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Palavrarte (artigos) |
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| Refúgio de Poesia (poemas) | ||||
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Ensaios e artigos de novos — César Leal, Ricardo Vieira Lima — e constantes colaboradores — Cláudia Cordeiro Reis, Ermelinda Ferreira, José Nêumanne Pinto e Rinaldo de Fernandes |
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