2004

Especial: Osman Lins: 80 anos
  5 a 9  de julho de 2004 em Recife e Vitória de Santo Antão  PE
Lançamento: Osman Lins: o sopro na argila (release)

 

Lançamento

Saiba mais sobre toda a programação comemorativa dos oitenta anos de nascimento de Osman Lins  acessando o endereço:

www.plataforma.paraapoesia.nom.br/tri2004osmanl.htm

ou entre em contato com as organizadoras: 

Ivana Moura: ivmoura@uol.com.br - Litânia Lins: litania@uol.com.br

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OSMAN LINS: O SOPRO NA ARGILA

Hugo Almeida (organizador)

 

Nankin Editorial – 376 páginas / R$30,00 Lançamento: Dia 8 de julho de 2004 (quinta-feira)    — 10:00h — Local: Auditório do Centro de Artes e Comunicação da UFPE
Contato: nankin@nankin.com.br

UM ESCRITOR DE SOPRO DEMOCRÁTICO

Osman Lins (1924-1978) deixou obra rica e variada, incluindo-se teatro, ensaios, narrativa de viagem, contos e romances. Seu trabalho ficcional vem merecendo, nos últimos anos, a atenção da crítica especializada, especialmente nas universidades do país (com dissertações e teses), enfocando-se os mais diversos e complexos problemas dessa produção.
Osman Lins completaria 80 anos em julho de 2004. Sua morte precoce interrompeu uma linhagem literária das mais consistentes e originais da segunda metade do século XX no Brasil. A repercussão estrangeira dessa obra reforça seu interesse bastante amplo, com traduções e publicações em diversas línguas e diferentes países.
Este volume, organizado por Hugo Almeida - dedicado estudioso de Osman Lins nos anos recentes - significa uma contribuição importante para o conhecimento do grande escritor pernambucano. É uma reunião de textos escritos especialmente para esta edição, pelas mãos de dezoito especialistas, abordando aspectos relevantes das obras e oferecendo também dimensões reveladoras da pessoa e do escritor. É um roteiro e um painel que enriquecem a compreensão de Osman Lins e convidam os leitores a retomá-lo ou a se iniciarem.
Osman Lins: o sopro na argila bem demonstra o talento e a importância de um autor que dedicou tenazmente a vida à atividade de escrever, produzindo uma escrita severa, crítica e autoconsciente, ao mesmo tempo armada de preocupações estéticas, sociais e políticas. A alegria de viver e a de escrever confluem para a dura responsabilidade de produzir arte e pensamento nos difíceis tempos agônicos da ditadura militar. A modernização conservadora brasileira, tocada a ferro e fogo, instala-se, como denúncia da forma artística, sem nenhum discurso ou concessão populista. Os danos (e a danação) sofridos pelo homem brasileiro estão visíveis na experimentação artística.
Este volume, em excelente hora organizado por Hugo Almeida, é uma contribuição decisiva para a continuidade do conhecimento de um autor, cuja obra, no seu modo peculiar e original, representa nossos impasses e põe em questão os termos de nossa precária democracia. A literatura, apesar de tudo, quando radical é a revelação e a leitura de nossas raízes. O que Osman Lins quis fazer e logrou fazê-lo. (VALENTIM FACIOLI)

* Conteúdo

Osman Lins: o sopro na argila * Hugo Almeida
Osman Lins: ética na vida e na ficção * Lauro de Oliveira
O tempo na arte, a arte no tempo (Uma leitura de Marinheiro de primeira viagem) * Sandra Nitrini
O bicho-palavra produzindo fissuras * Ana Luisa Kaminski Kohn
Reciclando o engenho: Osman Lins e as constelações de um gesto épico * Ana Luiza Andrade
Recepção da obra de Osman Lins pela crítica de língua francesa e alemã * Gaby Kirsch
Teatro de Osman Lins: breve esquema * Iná Camargo Costa
Osman Lins dramaturgo: no caminho para a história * Maria Teresa Dias
"Retábulo de Santa Joana Carolina", o palco na palavra * Marisa Balthasar Soares
"Pentágono de Hahn": o enigma geométrico de Osman Lins * Marisa Simons
Literatura e arquitetura: o "Retábulo de Santa Joana Carolina" e a Catedral de Brasília * Adelaide Calhman
Avalovara: precisão e fantasia * Modesto Carone
Avalovara: a espacialização da narrativa * Leny da Silva Gomes
A dama e o unicórnio: exercícios de imaginação * Ermelinda Ferreira
O mundo sem aspas * José Paulo Paes
Osman Lins: o escritor-leitor de A rainha dos cárceres da Grécia * Maria do Carmo Lanna Figueiredo
As cidades em A rainha dos cárceres da Grécia * Ronaldo Costa Fernandes
Representação e autoritarismo em A rainha dos cárceres da Grécia * Claudia Caimi
Osman Lins - Jorge Luis Borges, encruzilhadas e bifurcações * Graciela Cariello

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