Março/2004 - Entrevista coletiva com o poeta Alberto da Cunha Melo

 

Os Entrevistadores

                 

Alcir Pécora é professor de literatura na Unicamp.
Estudioso da literatura colonial brasileira, entre suas obras se destacam os ensaios Teatro do Sacramento (1994), Máquina de Gêneros (2001), As Excelências do Governador (2002) e Rudimentos da Vida Coletiva (2003). É um dos maiores especialistas brasileiros na obra do Padre Vieira, de quem organizou várias antologias comentadas. Recentemente organizou as obras reunidas de Hilda Hilst.

                      Alfredo Bosi é professor titular de literatura brasileira da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, atual vice-diretor e ex-diretor (1997 a 2001) do IEA. Bosi é editor da revista Estudos Avançados desde 1989. Em março de 2003, foi eleito para a Academia Brasileira de Letras. É autor de História Concisa da Literatura Brasileira (1970), O Ser e o Tempo da Poesia (1977), Dialética da Colonização (1992) e Machado de Assis: o Enigma do Olhar (1999) e Literatura e Resistência (2002). Obteve o prêmio "Melhor Ensaio" da Associação Paulista de Críticos de Arte por O Ser e o Tempo da Poesia, em 1977, e Dialética da Colonização, em 1992. Por este livro, recebeu também o "Prêmio Casa Grande e Senzala" em 1993, conferido pela Fundação Joaquim Nabuco, e "Prêmio Jabuti" para melhor obra de Ciências Humanas, da Câmara Brasileira do Livro. Em 1992 recebeu a distinção "Homem de Idéias", conferida pelo Jornal do Brasil.

                   Anderson Braga Horta é professor, jornalista e poeta. Entre as obras de publicação mais recente estão: Pulso , Barcarola , São Paulo - SP , 2000 , Poesia; Quarteto Arcaico , Guararapes- EGM , Jaboatão dos Guararapes - PE , 2000 , Poesia; Fragmentos da Paixão , Massao Ohno , São Paulo - SP , 2000 , Poesia Reunida. Acesse o endereço: http://www.plataforma.paraapoesia.nom.br/anderson.htm , para ler seu  poema Sísifo, editado pelo Plataforma para a Poesia.

                       Astier Basílio é poeta e jornalista da novíssima geração. Já publicou vários livros de poesia, entre eles Sonetos soltos ao vento e outro poemas (1997); Sete sonetos de amor (1998),  Alpharrábio (1999); Baião de Dois (1999); Funerais da fala (2000) e Searas do Sol  (2001). Astier é festejado por críticos e jornalistas da altura de um Hildeberto Barbosa Filho e de José Nêumanne Pinto. Já teve seus poemas publicados na revista Poesia Sempre e repórter do suplemento cultural Correio das Artes. Blog do poeta:  http://astierb.blog.uol.com.br . Para ler seus poemas editados para o Plataforma acesse: http://www.plataforma.paraapoesia.nom.br/plink2astier.htm Na foto, Astier Basílio e a jornalista Ianne Barbosa. 

                Deonísio da Silva formou-se como escritor no Brasil meridional. Entre suas obras — romance, conto, ensaio e livros para crianças — destacam-se, os romances: Avante, soldados: para trás, Teresa, A cidade dos padres, Orelhas de aluguel, A mulher silenciosa, Os guerreiros do campo. Sua obra está publicada em espanhol, inglês, francês, alemão, sueco etc. Alguns de seus textos foram adaptados para televisão e cinema, entre os quais se destacam Relatório Confidencial, dirigido por Antunes Filho, e Teresa, dirigido por José Nelson de Freitas. Obteve vários prêmios importantes como escritor, roteirista de cinema e ensaísta, entre os quais se destacam o Prêmio da Biblioteca Nacional por Teresa (1996) e Prêmio Internacional Casa de las Americas, por Avante, soldados: para trás (1992), que fez dele o único escritor brasileiro já laureado por um Prêmio Nobel de Literatura, vez que José Saramago presidiu a comissão julgadora. Deonísio é Mestre em Letras pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Porto Alegre) e Doutor em Literatura Brasileira pela Universidade de São Paulo (USP). Mantém colunas semanais no Jornal do Brasil, na revista Caras e no Observatório da Imprensa.

                             Domingos Alexandre é poeta e advogado. Faz parte da Geração 65 de escritores pernambucanos desde os primeiros momentos (1964, enquanto participante do Grupo de Jaboatão). É poliglota e tem publicados os livros: Sonâmbulo (1979),  Ordem no reino do caos (1981) e O avesso do avesso (1987). Extremamente avesso a publicações, sua obra inédita é maior que a publicada. Poemas seus podem ser encontrados no nosso endereço: http://www.plataforma.paraapoesia.nom.br/plink2domalexandre.htm

                       Eduardo Martins, pernambucano, há 15 anos residente em Rondônia, é  poeta e  Professor assistente de Literatura Brasileira e Teoria Literária na Universidade Federal de Rondônia (UNIR). Recentemente lançou no Recife o ensaio resultante de sua dissertação de mestrado: Bandeira. Uma Poética de Múltiplos Espaços.  Nos ANOS 80, se destacou por sua atuação no Movimento dos escritores independentes ao lado de Cida Pedrosa, Francisco Espinhara, Fátima Ferreira e Hector Pelizze, tornando-se uma das mais expressivas e irrequietas  figuras do “bem comportado” cenário poético do Recife. Foi quando publicou Batalha Pelo Poema , Restos do Fim, Eczema no Lírico e Procissão da Palavra, trabalhos elogiados pelos críticos e poetas como César Leal e outros da Geração 65 — que antecedeu a dele — como Marco Polo e Ângelo Monteiro. 

                           Ermelinda Ferreira formou-se em Medicina e Letras no Recife, sua cidade natal. Fez mestrado em Teoria da Literatura na Universidade Federal de Pernambuco e doutorado em Literatura de Língua Portuguesa na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, com estágio na Universidade Clássica de Lisboa. Ensinou na FAFIRE, na UFRN, na PUC-Rio e na UFRJ. Tem publicados os livros: Cabeças Compostas: a personagem feminina na narrativa de Osman Lins (2000), A Mensagem e a Imagem: literatura e pintura no primeiro modernismo português (2001) e Dois Estudos Pessoanos (2002). Entre os vários ensaios seus publicados nas nossas Trilhas, destacamos:  Que procuram no céu todos esses cegos?. Para lê-lo, acesse: http://www.trilhasliterarias.kit.net/ermelinda_ensaios4.htm .

                        Evandro Affonso Ferreira é mineiro de Araxá, nascido em 1945, autodidata, foi redator publicitário por 20 anos. Deixou tudo para montar um sebo com os 3.000 livros que tinha em casa, o "Sagarana", localizado na Rua Teodoro Sampaio, 1.233, em São Paulo - SP, onde foi o dono, o vendedor e o faxineiro. No dia 26 de outubro de 2000, aos 55 anos, lançou seu primeiro livro, "Grogotó!", com 73 contos.  Atualmente está à frente da Livraria Boa Vista:  Av. Brig. Faria Lima, 2007 - Jd. Paulistano São Paulo - CEP: 01451-001 Tel.: (11) 3031-4158 ou Fax: (11) 3031-9169  contato@livrariaboavista.com.br

                       Isabel de Andrade Moliterno, aos vinte e seis anos, é mestre e doutoranda em Língua Portuguesa pela USP e professora de Língua Portuguesa no Curso de Letras da FAPA. Entre seus trabalhos publicados destaca-se "O ethos e a concepção de poesia em dois poemas de Adélia Prado", resultado de sua dissertação de mestrado, editado pela revista FAPA, ano VI, n. 8, maio de 2003 e republicado no nosso site: http://www.trilhasliterarias.kit.net/isabel_ensaios1.htm .

                        Ivan Junqueira, poeta, jornalista e tradutor nasceu no Rio de Janeiro (RJ) em 3 de novembro de 1934. Atualmente, é presidente Academia Brasileira de Letras. Entre as obras publicadas destacamos a primeira: Os mortos (poesia, 1964) e as mais recentes: À sombra de Orfeu (ensaios, 1984), Prêmio Assis Chateaubriand, da Academia Brasileira de Letras (1985); Prólogos. Com um prólogo dos prólogos, de Jorge Luis Borges (tradução, 1985); As flores do mal, de Charles Baudelaire (tradução, introdução e notas, 1985); O grifo (poesia, 1987; tradução dinamarquesa, Griffen, 1994), menção honrosa do Prêmio Jabuti (1988); Poemas reunidos 1934-1953, de Dylan Thomas (tradução, introdução e notas, 1991), Prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte (1991) e Prêmio da Biblioteca Nacional (1992); Os melhores poemas de Dante Milano (antologia, introdução e biografia, 1998); O fio de Dédalo (ensaios, 1998), e Poemas reunidos (1999). Traduziu ainda, para o teatro: A tempestade, de William Shakespeare (com Tite de Lemos), e Os justos, de Albert Camus (com Yan Michalski). Recebeu vários prêmios literários, entre eles os mais recentes:  Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro (1995); Prêmio Luísa Cláudio de Sousa, do Pen Clube do Brasil (1995); Prêmio Oliveira Lima, da UBE (1999); e Prêmio Jorge de Lima, da UBE (2000). Sua poesia já foi traduzida para o espanhol, alemão, francês, inglês, italiano, dinamarquês, russo e chinês.  Seu recentíssimo lançamento: Ivan Junqueira. Melhores Poemas. Ivan Junqueira participa do nosso projeto Plataforma pra a Poesia desde o seu segundo instante, o da mídia impressa. Leia seus poemas editados no  nosso site. Acesse: http://www.plataforma.paraapoesia.nom.br/plink2ivanj.htm.

                              Ivo Barroso é poeta, ensaísta e tradutor. Nasceu em Ervália, Minas Gerais. André Gide, André Malraux, Arthur Rimbaud, Charles Baudelaire, Erik-Axel Karfeldt, Giacomo Leopardi, Ítalo Calvino, Ítalo Svevo, Jane Austen, Marguerite Yourcenar, T. S. Eliot, Umberto Eco e William Shakespeare são alguns nomes da Literatura Universal cujas obras em Língua Portuguesa devemos às traduções de Ivo Barroso. Em 1998, recebeu a medalha de ouro Blaise Cendrars, concedida pela UBE, em reconhecimento à tradução de A novela do bom velho e da bela mocinha, de Italo Svevo. Na nossa edição de novembro, publicamos o artigo de Alberto da Cunha Melo sobre seu mais recente título de poesia: A caça virtual. Para lê-lo, acesse: http://www.plataforma.paraapoesia.nom.br/trilhaalb2004art2.htm . O Plataforma também tem poemas seus editados. Acesse: http://www.plataforma.paraapoesia.nom.br/plink2ivob.htm

                               José Nêumanne Pinto, jornalista, poeta, e ficcionista, nasceu na Paraíba, em 18 de maio de 1951. Atualmente é editorialista do Jornal da Tarde, e do "Direto ao Assunto",  no jornal diário do SBT,  sócio-editor d'A Girafa e avô de Pedro de Oliveira Pinto (foto). Publicou: Mengele, a Natureza do Mal - romance-reportagem  (1985); As Tábuas do Sol - poemas (1986); Erundina, a Mulher que Veio com a Chuva - perfil biográfico (1989); Atrás do Palanque - Bastidores da eleição presidencial de 1989 - reportagem (1989); Reféns do Passado - coletânea de artigos e ensaios políticos (1992);  A República na Lama - Uma Tragédia Brasileira - reportagem - (1992); Barcelona, Borborema - poesia (1992); Veneno na Veia - romance policial - (1995); Solos do Silêncio - poesia reunida - Geração Editorial, São Paulo, SP (1996). Atualmente conclui seu próximo livro de ficção: O Silêncio do Delator Recebeu o Prêmio Esso de Jornalismo Econômico (com Maria Inês Caravaggi) em 1975, pela série "Perfil do Operário Brasileiro Hoje" ("Jornal do Brasil") e o Troféu Imprensa de Reportagem Esportiva (com Paulo Mattiussi) em 1975, pela reportagem "Éder Jofre e o Boxe Brasileiro" ("Jornal do Brasil"). Nêumanne é colaborador e incentivador, desde os  primeiros momentos, dos nossos sítios virtuais: Plataforma para a Poesia e Trilhas Literárias. Para ler seus artigos, acesse: http://www.trilhasliterarias.kit.net/ensaios_menu.htm  e para ler seus poemas acesse: http://www.plataforma.paraapoesia.nom.br/plink2neu.htm

                            Mário Hélio  nasceu em Sapé (PB) no dia 16 de abril de 1965. Publicou: Livrório/Opuszero, separata da Revista Arrecifes, do Conselho Municipal de Cultura da Prefeitura do Recife. Em 1984, ganhou o primeiro lugar no Concurso Nacional de Poesia Carlos Pena Filho, promovido pelo Bar Savoy, com "As Oito Faces do Poema", e, em 1990, venceu o concurso de monografia "O Recife na Poesia de João Cabral". É jornalista, formado pela Universidade Católica de Pernambuco. Desde 1984 escreve no Jornal do Commercio, do Recife. Em 1993, é Mestre em História pela Universidade Federal de Pernambuco, com dissertação sobre a obra de Gilberto Freyre. Foi editor de literatura do Jornal do Commercio, editor do Suplemento Cultural do Diário Oficial de Pernambuco e professor de História Antiga na Universidade Federal de Pernambuco.  Projetou e foi editor das revistas Pasárgada e Continente Multicultural. Atualmente é diretor da Editora Massangana da Fundação Joaquim Nabuco. 

                     Martim Vasques da Cunha é jornalista, poeta e ficcionista também da novíssima geração. Seus trabalhos vêm merecendo destaque através de sua participação efetiva no site Digestivo Cultural que nos cedeu um de seus artigos. Para lê-lo, acesse: www.trilhasliterarias.kit.net

 

                    As Editoras

   

 Cláudia Cordeiro Reis, recifense, é professora especialista em Literatura Brasileira. Em outubro de 2003, lançou, na USP, seu  ensaio Faces da Resistência na Poesia de Alberto da Cunha Melo. Obteve, em 1985, o primeiro lugar do prêmio de ensaio Mauro Mota (UBE-PE), juntamente com a Profª Sônia Prieto. Como artista plástica, realizou várias exposições e dirigiu a Escolinha de Arte Garibaldi Brasil no Sesc/AC - 1980/1981, quando manteve intercâmbio cultural com a Escolinha de Arte de Varsóvia. Foi coordenadora de planejamento da Diretoria de Assuntos Culturais da Fundarpe (1987/1988), enquanto Técnica em Atividades Culturais daquele órgão (1987/2000). É editora, webmaster e webdesigner dos sites Plataforma para a Poesia e Trilhas Literárias, este último em conjunto com Mariza Lourenço. Colabora com artigos e ensaios em revistas e jornais pernambucanos. Três dos seus ensaios estão publicados no Trilhas: www.trilhasliterarias.kit.net .

 

 

 

 

 

Mariza Lourenço, escritora e advogada paulista, é consultora para questões de gênero e conselheira do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Valinhos. Além das Trilhas Literárias, é também uma das editoras do PD-Literatura e PD-Criança. Ao lado de Cláudia Cordeiro Reis, é webdesigner e webmaster das Trilhas Literárias.

 

 

     
 

Créditos da Edição/março.2004

 
  Vinheta de abertura e marca: Mariza Lourenço  
  Pesquisa, textos, arte, formatação e edição das páginas: Cláudia Cordeiro Reis  
  Revisão final: Isabel de Andrade Moliterno