ALBERTO DA CUNHA MELO

Entrevista concedida pelo autor a 15 intelectuais brasileiros

Trilhas Literárias: Março de 2004

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ALBERTO DA CUNHA MELO: UM INDISCIPLINADOR DISCIPLINADO

 

 

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"De pequenos/ e constantes gestos/ é que se faz a grande saudação./Foi assim que as palmeiras/e as crianças/conseguiram crescer/ e suportar-nos." Alberto da Cunha Melo  

         MELO, Alberto da Cunha. Dois Caminhos e uma Oração. São Paulo: A Girafa, 2003, 352 p.

 

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Os Entrevistadores

         
          
Alcir Pécora Alfredo Bosi Anderson Braga Horta
Astier Basílio

Deonísio da Silva

Domingos Alexandre
Eduardo Martins

Ermelinda Ferreira

Evandro Affonso Ferreira
Isabel Moliterno

Ivan Junqueira

Ivo Barroso
José Nêumanne Pinto

Mário Hélio

Martim Vasques da Cunha
 

Convenções: Links que ilustram a entrevista; clique nas palavras ou imagens para as quais apontam, a fim de ter acesso a essas páginas especiais. Para retornar às páginas da entrevista,  utilize a seta da barra de ferramentas superior do seu Windows. Entrevistadores de cada página acessada. 

 

Sumário desta Edição

APRESENTAÇÃO*
I -  Entrevistadores (em ordem alfabética) e respectivas perguntas*
II - Fortuna crítica (seleção)*
Os entrevistadores/ As editoras (resumo biobibliográfico)/ Créditos desta edição
Nossos colaboradores em Trilhas anteriores
 

 

        Henfil 60 anos

   APRESENTAÇÃO 

ALBERTO DA CUNHA MELO: UM INDISCIPLINADOR DISCIPLINADO 

     
   

Clique na foto abaixo leia o artigo mais recente do autor em sua coluna Marco Zero, na revista Continente Multicultural

 

 

Alberto da Cunha Melo, no lançamento de Dois Caminhos e uma Oração, 2003

 

As três obras reunidas em Dois Caminhos e uma Oração.

        

"Celebrado como um dos maiores poetas de nossa língua, Alberto da Cunha Melo pertence à reduzida estirpe daqueles ourives do texto que, afastados do tumulto

adas multidões, realizam em silêncio uma obra de arte absolutamente original. Chegou a hora de revelar a todo o Brasil o valor desse artista da palavra, até agora celebrado por poucos (e exigentes) conhecedores como o professor e ensaísta Alfredo Bosi, o poeta

Bruno Tolentino e o jornalista e crítico Mário Hélio, cujos textos sobre a obra de Cunha Melo são especialmente reproduzidos neste volume. [Dois Caminhos e uma Oração]"

 

 
  Acesse a revista Continente (colunistas) e conheça a coluna Marco Zero de Alberto da Cunha Melo   

            

Alberto da Cunha Melo (José Alberto Tavares da Cunha Melo),  poeta, sociólogo e jornalista, rompendo o cerco pernambucano, só agora, aos 62 anos de idade (8 de abril), com quinze livros publicados, vê três de seus livros serem editados em um único volume — Dois Caminhos e uma Oração — pela primeira vez por uma editora nacional (o primeiro título de poesia d'A Girafa) e, afinal, despertar a curiosidade de mais amplos circuitos intelectuais nacionais. 

            Mas nossas edições de seus poemas, no Plataforma para a Poesia, sempre resultaram em uma larga correspondência que nos movia a, de uma forma mais coletiva, prestar informações sobre o poeta e sua obra. Acreditamos que o nosso objetivo foi atingido, como poderão constatar nas oito páginas editadas para o Trilhas, na maior e mais completa entrevista com o poeta de que temos conhecimento.

                 São 15 intelectuais brasileiros, dos mais consagrados aos mais jovens — acesse a página "Os entrevistadores" e saiba mais sobre eles — que fizeram, ao todo, 25 perguntas sobre os mais variados temas. Para facilitar o acesso a essas perguntas, abaixo o leitor encontrará um sumário especial, o que possibilitará ir direto àquelas de seu interesse.

          Esta entrevista dista 40 anos do início de um dos períodos mais sombrios  da nossa história: o da ditadura militar (1964-1984). Em outubro de 1979, logo após a Leia da Anistia (28.agosto.1979), Alberto da Cunha Melo publicou Noticiário. O livro foi escrito entre os anos de 1969 a 1978 e só publicado naquele ano, pelas Edições Pirata, uma editora alternativa da qual foi um dos idealizadores e gestor. Foi dele a única voz literária pernambucana que no tom mais alto da mais refinada poesia conseguiu, em versos livres, — fase que se estenderia a Poemas à Mão Livre (1981) e Clau (1992) — emprestar sua voz a todos que estiveram sob o torpor do silêncio imposto. Ilhado pelas contingências ancestrais do Nordeste brasileiro, agravadas pela ditadura, o Noticiário só teve repercussão na imprensa local e nacional alguns anos depois. Em 23 de junho de 1981, quando no Estado do Acre, o poeta recebeu uma correspondência de Henfil, que reproduzimos aqui,  em parte publicada no Pasquim, no mesmo ano.  

Neste ano de 2004, Henfil faria 60 anos. Registramos então nossa homenagem a esse gênio brasileiro do humor e à sua sensibilidade em dar conta de uma poética, à época, incrustada num das mais longínquas fronteiras do país (acesse a imagem da carta original do Henfil, "clicando" na Graúna, no início desta página). Sobre o Noticiário, o educador Paulo Freire escreveu: "Você não pode imaginar o bem que sua poesia me fez. Poesia 'de mesmo' — expressão de vida, compromisso histórico." (Genève, 08.jan.1980) 

     De fato, Alberto da Cunha Melo nunca pertenceu a nenhum partido político, mas ninguém precisa pertencer a qualquer partido político para estorcegar diante da censura,  do silêncio imposto com as arbitrariedades da tortura e da morte. Seu obsessivo apego às imagens do real, do cotidiano, submetidas ao rigor científico de um sociológo do batente (15 anos de pesquisa - FUNDAJ-PE/CEPA-AC) fundou seu canto fraterno, com todos os esgares da mais fina ironia, "noticiando" esse momento trágico do país. Poesia engajada? O que não é engajado? Até o silêncio é engajamento, ou não? 

            Dono de uma poesia absolutamente singular, com seu vocábulo claro e direto, suas imagens pejadas de expectação, beleza e mistério, como no poema "Um corpo que cai",  no sussurro dos seus octossílabos, ou no punhal de seus versos livres, como no poema "Mais resíduos da Schutztaffel (SS)"  — ambos editados especialmente para esta apresentação. Essa poesia é capaz de deter o curso do tempo, e nele ressuscitar nossa percepção geralmente inerte, morta e sepultada pela automatização do cotidiano em uma sociedade que tem como hábito as coisas prontas, mecanizadas, a globalização do chulo, do grotesco ou do "imbecil coletivo", de Olavo de Carvalho, ou do "kitsch", de José Guilherme Merquior. 

         Estamos, portanto, diante de um "indisciplinador de almas", como afirmou Jorge de Sena sobre Fernando Pessoa? Sim, estamos. Um indisciplinador que rompe os fios da marionete que somos e nos faz mergulhar no labirinto da beleza de sua arte, mesmo quando os temas são os esgotos das paisagens humanas. Entretanto um indisciplinador extremamente disciplinado, um teórico do seu próprio fazer poético, mas não através de uma retórica positivista de formas, como no Parnaso, não através de uma retórica vazia de modelos acabados, mas sim através de uma retórica da busca, um modo particularmente agudo de decantar o seu sentir os homens, as paisagens,  os objetos, o que for, para o fazer da Poesia mais Pura.

              Com um nome de família de alta linhagem, mas nascido num subúrbio pobre e cinzento da cidade do Jaboatão dos Guararapes, neto e filho de poetas (seu pai, professor, jornalista e funcionário público, Benedito Cunha Melo), Alberto é um dos raros exemplos de alguém predestinado a ser, a despeito de todas as indigências, a despeito da formação intelectual conquistada a duras penas, nos colégios, universidades e bibliotecas públicas, a ser escravo da poesia, a ser verdadeiramente poeta. Sua linhagem familiar nunca o tornou um pseudo-aristocrata, desses de intestinos inchados de príncipes e reis. A declaração do grande sociólogo da sua Geração, a de 65 de escritores pernambucanos, Sebastião Vila Nova, * dispensa mais palavras:

                            [...] éramos rapazes pobres de subúrbio. Pobres, magros e tímidos, como acontece com quase todos os rapazes pobres de subúrbio. Não nos vangloriávamos do nome das nossas famílias; não tinham fazendas nem engenhos os nossos pais; não nos preocupavam as questões de genealogia; mal sabemos quem foram nossos bisavós, não fomos ‘meninos de engenho’; nossas famílias não tinham brasões armoriais. Enfim, não tivemos ‘nome’ nem ‘berço’, como se usa dizer; não aprendemos a ‘tomar chá em criança’; éramos, como costumam dizer os pseudo-aristocratas deste País, ‘de baixa extração’. Não estávamos entre aqueles que ainda classificam os seres humanos em nobres e plebeus, prática e modo de pensar tão persistente neste Brasil tão oligárquico e pré-iluminista, principalmente entre os nordestinos ciosos de nomes de família. De todos nós, apenas Alberto da Cunha Melo – um Tavares da Cunha Melo – poderia ostentar alguma veleidade aristocrática. E, no entanto, era o mais combativamente anti-aristocrático do grupo. Era e ainda é, como revela a sua grande poesia:

              "Eu só sinto mordida de cachorro pra cima". Essa frase, que costuma repetir, diz de sua ecológica paixão pela pesca, pela natureza, levada à pratica tanto nas praias do Nordeste, como a de Maria Farinha, onde gestou seu livro Yacala, quanto na Amazônia acreana, onde se embrenhou na sua última  pesquisa de campo. Longe das etiquetas e protocolos, é nessas paisagens que se sente absolutamente à vontade, mesmo com o incômodo dos insetos que proliferam nas florestas e nas praias. No entanto sua poesia é essencialmente urbana  e o próprio poeta afirma que, nela, é "mais metropolitano, mais cultural". O poema Dual, em instância absolutamente superior ao chiste do poeta, redimensiona essa característica intrínseca de sua personalidade.

          Atualmente, Alberto da Cunha Melo, depois de várias passagens pelas editorias da imprensa local, mantém a coluna Marco Zero, na revista Continente Multicultural, e, com uma pontualidade inglesa, bate o seu ponto, na Biblioteca Pública Estadual de Pernambuco, funcionário que é do setor de Obras Raras daquele órgão público, no aguardo dos poucos meses que faltam para sua aposentadoria. Mais sobre o poeta você pode saber acessando este link: Cronologia: Vida e Obra de Alberto da Cunha Melo.

     Nossas palavras são quase desnecessárias diante da pertinência das perguntas da equipe de entrevistadores e das respostas do poeta. Registramos nossos melhores agradecimentos à essa equipe como também a Alberto da Cunha Melo que datilografou  29 páginas de respostas a todas as perguntas feitas e ainda a você, leitor, que nos move a prosseguir o nosso "abrir trilhas" para o que há de melhor em nossa Literatura.

As Editoras: Mariza Lourenço e Cláudia Cordeiro Reis

 

* VILA NOVA, Sebastião. As Instituições de Pesquisa e Cultura e a Geração 65. In: BEZERRA, Jaci (org.). Geração 65. O Livro dos Trinta Anos. Recife, Massangana, 1995, p. 47.

   
       

 

I - Entrevista     
 Sumário

Clique na pergunta escolhida ou, se preferir, leia toda a entrevista: clique aqui, e siga as setas indicativas no final das páginas. 

   

 

   

Entrevistadores

 

Nº de ordem

Perguntas

 

nº da página editada

   

                                                                                                                              

 

Alcir Pécora

02

Em sua poesia, há ostensivamente temas clássicos e temas de comunicação de massa, do cinema à crônica de futebol. Como pensa essa amplitude temática e como a resolve em termos estilísticos?

01

 

03

Li algumas comparações de sua obra com a de João Cabral. No entanto, basta passar os olhos pelos seus poemas para perceber que a sua poesia se alimenta de um bocado de humor, que havia escassamente em Cabral. Gostaria que comentasse tanto a variante de humor que lhe interessa quanto a pertinência da referência a Cabral em sua poesia.

02

 

13

 Quais seus modelos ou referências literárias mais recorrentes, brasileiros ou não?

05

14

Curiosidade besta: o senhor se interessa especialmente por algum poeta contemporâneo de São Paulo? E, em outra direção: que poetas de seu Estado me indicaria imediatamente para ler?

05

15

Só conheci bem recentemente a sua obra, certamente por ignorância minha, mas acrescida e agravada pela falta de circulação de suas edições em São Paulo. Gostaria, pois, de conhecer um pouco mais de sua bibliografia: quais os seus livros que considera mais relevantes, onde e quando foram editados, e quais podem ser encontrados em circulação?

05

 

Alfredo Bosi

16

Como nasceu no seu espírito a figura complexa e original de Yacala? 

06

 16a Você se reconhece filiado a uma linhagem poética nordestina que remonta a Augusto dos Anjos e chega até João Cabral?

 

       
Anderson Braga Horta

19

Desde algumas décadas, vimos abolindo o ensino de humanidades em nome de uma suposta objetividade. Tende a zero a preparação para o ensino da cidadania, a arte em geral e a poesia. Que tem o Poeta a dizer sobre as possíveis conseqüências dessa falta?

 

07

Astier Basílio

04 Você disse que começou a escrever octossílabos para fazer algo diferente do que seu pai fazia, hoje, com a maturidade estética obtida, por que não experimenta os metros clássicos, como o decassílabo camoniano e formas mais tradicionais?

 02

Deonísio da Silva

10 A água de sua poesia é das mais límpidas que podemos beber. Você acha que a modernidade não acabou por impor a ditadura do verso livre, ao desprezar o metro e o soneto, levando espíritos sem discernimento a classificar como poesia o que é mera exalação de sentimentos que caberiam em cartas de namorados, mas não em poesia como sempre se entende desde os filósofos pré-socráticos, isto é, vagas de reflexões sobre a condição humana?

02

Domingos Alexandre

08 Alberto, eu, na qualidade de integrante da chamada Geração 65 de escritores pernambucanos, gostaria de saber a que (você como sociólogo) atribui tantos desencontros havidos entre seus componentes, desencontros esses que, no meu entender, têm prejudicado a troca de idéias entre nós e até mesmo impedido a manifestação daquele espírito de companheirismo que, certamente, ajudaria bastante na divulgação de suas obras?

03

Eduardo Martins

20

Alberto, como você vê hoje a falta de espaço para a publicação de resenhas em nossa imprensa?

07

21

Como poeta que apoiou e incentivou o Movimento de Escritores Independentes, de Pernambuco, por meio da página Commercio Cultural, o que viu de importante nesse movimento e o que falta hoje para o Recife volte a viver a efervescência cultural daquela época? Tenho ouvido críticas em relação aos novos poetas do Recife e algumas questionando a qualidade do trabalho realizado pelos novos escritores. Isto também ocorreu quando surgimos nos anos oitenta com o Movimento. Como você vê este comportamento que não consegue perceber o valor sociológico de cada texto produzido que reafirma a arte como fenômeno da necessidade humana de expressão?

 

07

Ermelinda Ferreira

26 Qual a sua  opinião sobre a crítica literária e como vê a relação entre crítica e poesia?

08

Evandro Affonso Ferreira

09 Amigo querido Guilherme Restom disse outro dia que a palavra perdeu a palavra; está descascando; você concorda?

04

         

Isabel Moliterno

  10 Conte-nos como sua obra dialoga com os poetas clássicos (quando me refiro a clássicos, penso em Roma e Grécia antigas). Em que medida eles o influenciaram? Você considera sua poesia como uma continuidade da tradição?

04

  11 Para o Alberto leitor de poesia: quando é que um poema é bom? e para o escritor Alberto: quando é que o poema está pronto?

04

  12 Como leitora, percebo que, do primeiro ao último, seus poemas vão ficando mais sintéticos, as imagens mais compactas. Será esta apenas uma impressão ou de fato houve uma mudança no seu modo de criação? Fale um pouco sobre como a obra e o poeta Alberto da Cunha Melo foram se transformando ao longo dos anos, desde sua primeira publicação, em 1966.

04

Ivan Junqueira

25 Como você avalia a poesia que se faz hoje no Nordeste?

 08

       

Ivo Barroso

  07 Alberto, quem conhece sua poesia sabe que você privilegia uma determinada estrutura estrófica criada por você. Não lhe dá às vezes vontade de mudá-la, de recorrer a outras formas, ou suas manifestações poéticas, quaisquer que sejam, obedecem ao modelo que você determinou impor-lhes?

03

   22

 

 

23

 Alberto, os poetas e críticos, que conhecem sua obra no Rio e em São Paulo, consideram-no um dos maiores poetas brasileiros da atualidade. Caso você vivesse no Rio ou em São Paulo, em contato mais direto com a mídia, esse reconhecimento seria generalizado. Você tem alguma nostalgia de viver no Nordeste ou acha que é precisamente por viver aí que sua poesia tem um cunho mais personalizado?

Recentemente seus amigos conseguiram inscrever sua obra (Meditação sob os Lajedos) num dos mais concorridos concursos literários do País, principalmente pelo alto valor do prêmio. Você perdeu para outro poeta inegavelmente inferior, graças a certas circunstâncias. Que acha você dos concurso literários e da possibilidade de haver isenção neles?

 

08

 

 

08

José Nêumanne Pinto

01 O Padre Gerard Manley Hopkins achava que a poesia equivalia à tentação carnal e, por isso, queimava tudo o que produzia. O que escapou do fogo o fez um dos grandes poetas em língua inglesa, em todos os tempos. Para você, poesia é pecado ou remissão?

01

       

Mário Hélio

06

Como você encara aquela afirmação de T.S. Eliot de que "nenhum verso é livre para quem deseja fazer um bom trabalho ("no verse is free for the man who wants to do a good job")? 

03

       

Martim Vasques da Cunha

 17

Yacala é um poema dramático que fala sobre a aceitação da finitude do ser humano. Como foi compor com elementos tão díspares — o questionamento metafísico, a caracterização sucinta dos personagens e a violência surpreendente do final — para formar um todo indissociável?  

06 

 

18 

 No poema "Casa Vazia", o senhor fala sobre como a poesia — ou melhor, o fazer a poesia — tornou-se algo "... cada vez mais/ para um mundo cada vez menos". Será que a falência espiritual do mundo se deve ao fato dos homens não escutarem mais a poesia como a linguagem do Sagrado?

 

 06

 

   
  II - Fortuna Crítica na Internet (Seleção) ("clique" no título para ter acesso ao texto)
                            
 

Autor

Título

     
  Alfredo Bosi  Uma Estranha Beleza
  Bruno Tolentino O Opus Nigrum  da Dor que nos Liberta
  José Nêumanne Pinto O outro poeta de Pernambuco para o Brasil
  Mário Hélio A ordem fatal das coisas vivas
 

                                               Martim Vasques da Cunha 

Alberto da Cunha Melo e as tocaias da poesia
  Cláudia Cordeiro Reis

 

2.0 A Obra Poética - Uma Geografia  Espacio-temporal (Fragmento do ensaio Faces da Resistência na Poesia de Alberto da Cunha Melo. Recife: Edições Bagaço, 2003)
 

Urariano Mota

O imortal que não vemos
       

 

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